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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO comissário europeu para o Esporte, Glen Micallef, afirmou nesta segunda-feira (6) que as decisões esportivas “correspondem às instituições esportivas, não aos políticos”, em resposta à decisão da FIFA de suspender a punição automática de um jogo imposta ao atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun, que havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina. “Exercer uma influência sobre as decisões esportivas minaria a autonomia do esporte”, advertiu Micallef em publicação na rede social X.
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A declaração do funcionário da União Europeia (UE) ocorreu um dia após o comitê disciplinar da FIFA decidir suspender por um ano a aplicação da sanção automática de um jogo decorrente do cartão vermelho recebido por Balogun. A decisão permitiu que o atacante americano enfrentasse a Bélgica nesta segunda-feira (6) pelas oitavas de final, em Seattle.
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Pressão política e reações
Duas fontes familiarizadas com o caso confirmaram à agência AFP que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir a revisão da suspensão automática de um jogo que Balogun recebeu após ser expulso contra a Bósnia e Herzegovina. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também solicitou publicamente a revogação do castigo.
A UEFA, entidade que comanda o futebol europeu, classificou a decisão da FIFA como um ato que “cruzou uma linha vermelha”. “O futebol, como qualquer outro esporte, se baseia em regras, que são o fundamento de uma competição justa, honesta e transparente”, afirmou a confederação europeia em comunicado, expressando “incredulidade” diante de uma medida que considerou “sem precedentes, incompreensível e injustificável”.
O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prevot, também questionou a resolução da FIFA antes do jogo das oitavas de final. “Se uma ligação telefônica é realmente a razão desta decisão incompreensível, seria uma violação flagrante das regras mais básicas do futebol e do esporte”, declarou Prevot em comunicado. “Como poderia a FIFA ainda defender de maneira crível o fair play?”, acrescentou.
Críticas de Blatter e do técnico belga
O ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter, também criticou a gestão de Infantino. “Os cartões vermelhos não são anulados por ligações políticas”, escreveu Blatter no X. “Sua aplicação é suspensa por regras, evidências e órgãos independentes. O futebol nunca deve se tornar o playground do poder político”, concluiu o ex-dirigente de 90 anos.
O técnico da seleção belga, Rudi Garcia, manifestou seu repúdio durante entrevista coletiva em Seattle: “Não sabia que na Copa do Mundo da FIFA o dia 5 de julho tinha se tornado o 1º de abril, e que era o Dia da Mentira”.
O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, não fez comentários diretos, mas sua equipe de comunicação recorreu a uma publicação satírica na conta de Instagram de seu gato, Maximus, que mostrava o felino ao lado de um cartão vermelho com a legenda: “Cartão vermelho? Eu vou jogar mesmo assim!”.



















































