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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou nesta segunda-feira (4) que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a autorização para o governo brasileiro iniciar uma consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta ao tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros.
De acordo com Alckmin, a decisão final sobre como e quando o processo será conduzido no órgão internacional ficará a cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O conselho de ministros da Camex aprovou o Brasil a entrar com a consulta na OMC […] Aí, o presidente Lula, agora, vai decidir como fazer e quando fazer”, afirmou o vice-presidente em entrevista na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em Brasília.
A Camex, composta por ministros de áreas estratégicas como Fazenda, Orçamento, Agricultura, Indústria e Relações Exteriores, é o órgão responsável por definir as regras do comércio exterior brasileiro. A OMC, por sua vez, é o principal fórum internacional para regulamentação e resolução de disputas comerciais entre países.
O tarifaço imposto pelo governo Trump excluiu produtos muito importados pelos EUA, como suco de laranja e minérios, mas aplicou sobretaxas de 50% sobre itens como carne, café, frutas e móveis, entre outros. Alckmin destacou que o desafio do Brasil será negociar para reduzir a alíquota ou conseguir a exclusão de setores afetados pelo tarifaço.
“Já fizemos uma reunião com o setor do agro e vamos fazer outra amanhã. Estamos ouvindo os setores e trabalhando para defender os interesses do Brasil”, afirmou o ministro.
Além disso, Alckmin revelou que o governo brasileiro está em busca de abrir novos mercados para os produtos nacionais, citando avanços em negociações com a União Europeia e o Reino Unido. “Lá atrás houve bloqueio por questões sanitárias que podem ser superadas”, explicou.
A iniciativa brasileira representa um movimento de resposta a uma política comercial americana que tem gerado preocupações para setores exportadores do país e que pode repercutir nas relações comerciais bilaterais nos próximos meses.



















































