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O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, deixou oficialmente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A exoneração, a pedido, foi publicada nesta segunda-feira (5) no Diário Oficial da União (DOU), com assinatura da secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.
Marcos Pinto integrava o Executivo desde 2023 e teve participação direta em algumas das principais agendas econômicas da gestão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Entre as pautas conduzidas sob sua coordenação estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, os programas Desenrola, voltado à renegociação de dívidas, e Pé-de-Meia, criado para oferecer incentivo financeiro a estudantes do ensino médio da rede pública, além das discussões centrais da reforma tributária.
A saída do secretário já havia sido anunciada em novembro de 2025, durante coletiva técnica após a sanção, por Lula, do projeto que ampliou a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil. Na ocasião, Pinto explicou que deixaria o governo para retornar à iniciativa privada e dedicar mais tempo à família.
À época, o ministro Fernando Haddad reconheceu publicamente o desconforto com a decisão e afirmou ter ficado “chateado” com a saída, lembrando também a recente perda de Bernard Appy, que comandava a então Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária. Até o momento, o governo não anunciou quem assumirá a Secretaria de Reformas Econômicas.
Com sólida trajetória acadêmica e profissional, Marcos Barbosa Pinto é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), possui mestrado em Direito pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e também mestrado em Economia e Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV), instituição onde atuou como professor de direito societário.
No setor privado, foi sócio da Trindade Sociedade de Advogados e da Gávea Investimentos, além de ter integrado conselhos de administração de empresas como ALL, BRMalls, Energisa, Hering e Unidas. Também trabalhou como consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
No serviço público, acumulou experiência como diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e chefe de gabinete da presidência do BNDES, cargos que reforçam seu histórico de atuação nas áreas econômica, regulatória e financeira.