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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de acordo com relatório da Polícia Federal (PF), “planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva” dos atos realizados por uma organização criminosa que buscou dar um golpe de Estado no País. Segundo a PF, esse golpe não se consumou “por circunstâncias alheias à sua vontade”.
Essa conclusão da Polícia Federal se encontra no relatório final da investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, tornado público nesta terça-feira (26). A PF indiciou Bolsonaro e outras 36 pessoas no caso.
Os investigadores da PF concluíram que Bolsonaro “tinha plena consciência e participação ativa” na prática de “atos clandestinos” que visavam abolir o Estado de Direito.
“Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um Golpe de Estado e da Abolição do Estado Democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”, diz a PF no relatório.
“Dando prosseguimento à execução do plano criminoso, o grupo iniciou a prática de atos clandestinos com o escopo de promover a abolição do Estado Democrático de Direito, dos quais Jair Bolsonaro tinha plena consciência e participação ativa”, diz o relatório.
Um relatório da Polícia Federal aponta que a execução de um plano para subverter a ordem constitucional e inviabilizar a transição democrática de poder envolveu ações clandestinas, organizadas e deliberadas.
As investigações destacam o caráter articulado das investidas contra as instituições democráticas, revelando a gravidade dos fatos.
As apurações colocam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como figura central no esquema. Segundo os investigadores, as evidências indicam que o grupo estava comprometido com uma tentativa de ruptura institucional iniciada ainda durante o mandato presidencial.
Mensagens extraídas do celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, demonstram, de acordo com a Polícia Federal, que o então presidente participou de ações para pressionar o comandante do Exército a apoiar a trama golpista.
“Ademais, as ações de pressão ao comandante do Exército, como a denominada ‘Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro’ teve ciência e autorização para ser elaborada e, posteriormente, disseminada, pelo então presidente Jair Bolsonaro”.
Mas, ainda de acordo com a delação de Mauro Cid, Bolsonaro devolveu o documento impondo alguns ajustes. A pedido do ex-presidente, ficaram mantidas “apenas” a determinação de prisão de Alexandre de Moraes e a realização de novas eleições presidenciais.


















































































