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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDominique Pelicot, acusado de drogar a ex-mulher para estuprá-la com estranhos, foi condenado a 20 anos de prisão pela Justiça da França nesta quinta-feira (19). O julgamento ganhou repercussão internacional após a vítima, Gisèle Pelicot, tornar o caso público.
Dominique deve sair preso da audiência, tendo sido considerado culpado pelo tribunal em todos os crimes pelos quais foi processado. Ele foi acusado de estupro agravado contra Gisèle e outros crimes relacionados, como sedar a esposa, entregá-la a dezenas de homens para estupros filmados, e filmar sua filha, Caroline Daian, e sua enteada nuas.
Os outros 50 réus acusados de estuprar Gisèle também foram considerados culpados pelo tribunal francês. As penas solicitadas pela promotoria para esses homens variam de 4 a 18 anos de prisão. Durante o julgamento, Dominique admitiu a culpa pelos crimes que lhe foram imputados.
Na manhã desta quinta-feira, um grande público se reuniu em frente ao tribunal para acompanhar o anúncio da sentença. Os apoiadores da vítima celebraram com gritos de alegria quando os primeiros veredictos de culpabilidade começaram a ser divulgados.
O julgamento teve início em 2 de setembro, em Avignon, no sul da França. De acordo com a acusação, Dominique dopou sua esposa durante 10 anos e convidou mais de 70 homens para estuprá-la. No total, quase 200 estupros foram registrados.
Eles foram casados por 50 anos. Gisèle Pelicot só descobriu os estupros em série após Dominique ser preso em 2020 por ter importunado sexualmente 3 mulheres em um mercado. À época, a polícia mostrou para Gisèle fotos e vídeos encontrados no computador de seu marido, nos quais ela aparecia sendo estuprada por diversos homens.
Ao longo de 3 meses e meio de audiência, Dominique confessou o crime e pediu perdão à família. Outros 50 homens, que também são réus no caso, também prestaram depoimento. Alguns afirmaram que não sabiam que Gisèle havia sido drogada.
Durante o julgamento na França, Dominique Pelicot admitiu que dava para a ex-mulher doses de tranquilizantes sem que ela soubesse. Para isso, ele misturava os medicamentos na comida e na bebida. Depois, em um site de encontros da França, ele convidava outros homens para estuprá-la.
Segundo as investigações, Dominique Pelicot pedia para que os homens não acordassem Gisèle. Além disso, os estupradores tiravam a roupa na cozinha, para evitar que elas fossem esquecidas no quarto do casal.
O processo aponta ainda que Dominique participava dos estupros e filmava os crimes. Ele não pedia dinheiro em troca do crime.
Ao longo de 10 anos, mais de 70 homens com idades entre 21 e 68 anos participaram dos estupros de Gisèle. Destes, 22 não foram identificados.
Alguns dos acusados alegaram desconhecer que a vítima estava drogada, acreditando que participavam de uma fantasia sexual do casal. Em contrapartida, Dominique afirmou que todos sabiam que a mulher estava inconsciente.
O julgamento de Dominique Pelicot teve início em 2 de setembro, em Avignon, no sul da França. Durante as audiências, Caroline, filha de Dominique, descobriu que seu pai guardava fotos dela nua.
De acordo com a imprensa local, ao tomar conhecimento das imagens, Caroline deixou a sala de audiência tremendo e chorando. Ela foi amparada por seus dois irmãos e retornou 20 minutos depois.
As fotos foram encontradas no computador de Dominique, em uma pasta intitulada “Em volta da minha filha, nua”.
Dominique negou que tenha drogado e estuprado a filha. No entanto, Caroline disse à imprensa francesa que duvidava do pai.
Outro caso que chamou a atenção durante as audiências foi o relato de Jean-Pierre Marechal, um amigo de Dominique. Marechal afirmou que copiou o método usado por Dominique para estuprar a esposa. Durante o depoimento, Marechal afirmou que Dominique também estuprou a esposa dele.
Marechal disse estar arrependido do crime. O amigo do acusado também se tornou réu no caso, apesar de não ter abusado de Gisèle.



















































































