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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEquipes de resgate conseguiram retirar com vida uma mulher dos escombros de um prédio residencial que desabou em Mandalay, Myanmar, 30 horas depois de um devastador terremoto atingir o país. A informação foi confirmada por jornalistas da agência de notícias AFP.
Birmanie: une femme secourue vivante dans les décombres à Mandalay au lendemain du séisme pic.twitter.com/nHax2HOSmX
— BFMTV (@BFMTV) March 29, 2025
Phyu Lay Khaing, de 30 anos, foi resgatada do Sky Villa Condominium e levada em uma maca para ser abraçada pelo marido, Ye Aung, antes de ser transferida para o hospital.
“No começo, não achei que ela estaria viva”, declarou Ye Aung, que aguardava ansiosamente enquanto a esposa permanecia soterrada.
“Estou muito feliz por ter recebido boas notícias”, acrescentou o comerciante, que tem dois filhos com Phyu Lay Khaing: William, de oito anos, e Ethan, de cinco.
Um funcionário da Cruz Vermelha havia informado anteriormente à AFP que mais de 90 pessoas poderiam estar presas sob os escombros do edifício.
Tremor de grande magnitude
O terremoto de magnitude 7,7 atingiu o noroeste de Mandalay na madrugada de sexta-feira, seguido minutos depois por um forte abalo secundário de magnitude 6,7.
Os tremores destruíram prédios, derrubaram pontes e deformaram estradas em diversas partes de Myanmar. Mandalay, a segunda maior cidade do país, com mais de 1,7 milhão de habitantes, foi uma das mais afetadas.
Uma falha geológica perigosa
Bill McGuire, professor de geofísica e riscos climáticos da University College London (UCL), afirmou que esse pode ter sido o maior terremoto registrado em Myanmar nos últimos 75 anos.
Minutos após o primeiro tremor, uma réplica de magnitude 6,7 foi registrada, e, segundo McGuire, “novos abalos são esperados”.
Rebecca Bell, especialista em tectônica do Imperial College London, explicou que o terremoto foi causado pelo deslocamento lateral da falha de Sagaing.
Essa falha geológica está localizada na junção entre a placa tectônica indiana, a oeste, e a placa de Sunda, que forma grande parte do Sudeste Asiático. É uma estrutura semelhante, em tamanho e comportamento, à falha de San Andreas, na Califórnia.
“A falha de Sagaing tem 1.200 km de extensão e é bastante retilínea”, detalhou Bell.
Essa característica faz com que os terremotos possam ocorrer em áreas muito amplas. “Quanto maior a porção da falha que se movimenta, mais forte será o tremor”, acrescentou.
Nesses casos, os terremotos tendem a ser “especialmente destrutivos”, alertou a especialista. Quando ocorrem em profundidade rasa, a energia sísmica atinge diretamente as áreas povoadas, provocando “fortes abalos na superfície”.
(Com informações da AFP)





















































