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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News na terça-feira (15) que está considerando a criação de um programa voltado para imigrantes indocumentados no país. A proposta incluiria o pagamento de uma compensação financeira para que essas pessoas retornem voluntariamente aos seus países de origem.
Segundo Trump, a iniciativa ofereceria um valor em dinheiro, uma passagem de avião e suporte para garantir que o retorno ocorra de forma legal, caso os imigrantes desejem voltar futuramente.
“Queremos fazer um programa de autodeportação… Ainda não determinei o que vamos fazer, mas vamos dar uma ajuda financeira. Vamos dar um pouco de dinheiro e uma passagem de avião e vamos trabalhar com eles”, declarou Trump.
O presidente acrescentou que, se os imigrantes “forem boas pessoas” e quiserem retornar de forma legal, o governo colaborará para que isso aconteça “o mais rápido possível”.
Desde que assumiu o cargo, em janeiro, Trump tem reforçado seu compromisso de realizar a maior deportação de imigrantes indocumentados da história dos Estados Unidos.
Entre as ações da sua gestão estão o reforço da presença militar nas fronteiras com o México e o aumento significativo nas detenções e expulsões de imigrantes em situação irregular.
Uma das medidas mais polêmicas foi o envio de mais de 200 pessoas — em sua maioria migrantes venezuelanos supostamente ligados ao grupo criminoso Tren de Aragua — para uma megapenitenciária em El Salvador, conforme reportado pela emissora CBS.
O governo de Trump justificou essas expulsões com base na Lei de Inimigos Estrangeiros, que permite deportações de indivíduos considerados uma ameaça à segurança nacional.
Trump manda investigar tarifa sobre minerais estratégicos
Também na terça-feira, Donald Trump ordenou o início de uma investigação para avaliar a possibilidade de aplicar tarifas sobre a importação de minerais críticos, como parte de sua estratégia para fortalecer a segurança nacional e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
A medida está inserida em um contexto de disputas comerciais mais amplas, que têm afetado setores estratégicos da economia global.
A ordem executiva determina que o secretário de Comércio inicie uma investigação com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, para analisar se as importações desses minerais representam ameaça à segurança e à resiliência dos Estados Unidos.
Caso o estudo conclua que há risco, o presidente poderá ordenar a aplicação de tarifas sobre os produtos. O Departamento de Comércio terá 270 dias para apresentar os resultados.
A investigação abrange uma série de materiais estratégicos, incluindo terras raras, urânio, metais processados e produtos derivados — todos essenciais para a produção de equipamentos de defesa como motores a jato, sistemas de guiagem de mísseis, radares, óptica avançada, equipamentos de comunicação e computadores de alta tecnologia.
De acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS), a lista de minerais críticos inclui 50 materiais, como lítio, níquel, zinco, estanho e platina, além de metais altamente especializados.
Embora a lista seja extensa, o governo americano terá liberdade para decidir quais minerais estarão sujeitos às tarifas.
(Com informações de EFE, Bloomberg e AFP)