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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO preço do petróleo registrou uma alta de quase 5% nesta sexta-feira (17), em resposta à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã e à ameaça de fechamento do Mar Vermelho. O barril do petróleo Brent, referência internacional, fechou o dia cotado a US$ 88,10 no mercado de futuros de Londres. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, subiu US$ 3,54 (4,48%), fechando a US$ 82,49. Ambos os referenciais acumulam ganho superior a 15% na semana.
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O movimento foi impulsionado pelo sexto dia consecutivo de bombardeios cruzados entre Washington e Teerã desde a retomada das hostilidades em 7 de julho, quando o presidente Donald Trump deu por encerrado o memorando de entendimento assinado em junho.
Ataques e bloqueio naval
Na quinta-feira (16), o Exército americano afirmou ter atacado “dezenas de objetivos militares iranianos”. O Irã respondeu com mísseis e drones contra bases americanas no Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e outros países da região. No Kuwait, uma usina elétrica e uma planta de dessalinização foram atingidas. Um projétil não identificado atingiu um navio na costa de Omã, e um drone atacou uma embarcação perto do porto de Basra, no sul do Iraque.
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O bloqueio naval reimposto por Trump na terça-feira (14) agravou ainda mais a situação.
Estreito de Ormuz e desvios
O Estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% do petróleo e gás liquefeito consumidos no mundo antes do conflito, viu seu tráfego cair drasticamente. Como alternativa, a Arábia Saudita desviou mais de 70% de suas exportações diárias para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Os envios por essa rota alcançaram uma média de 4 milhões de barris por dia nas últimas semanas, contra cerca de 973 mil no mesmo período do ano anterior.
Ameaça no Mar Vermelho
As atenções agora se voltam para o Estreito de Bab el-Mandeb, na saída sul do Mar Vermelho. O líder da milícia Houthi do Iêmen, Abdelmalek al-Houthi, advertiu que as instalações petrolíferas da Arábia Saudita serão alvo se Riad lançar uma operação “em grande escala” contra áreas controladas pelo grupo. O Irã, por sua vez, pressionou os houthis a fecharem a rota caso Washington ataque a infraestrutura energética iraniana.
Preços e perspectivas
Apesar da escalada, os preços não ultrapassaram a barreira dos US$ 100 por barril. O analista John Evans, da PVM Energy, atribuiu essa contenção à capacidade de adaptação da oferta mundial e à possibilidade de desescalada do conflito. Norman Lebke, do Commerzbank, destacou que os desvios das exportações sauditas atenuaram parte do impacto, mas alertou que as tensões com os houthis podem complicar essa alternativa.





















































