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A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, elevou o tom contra os Estados Unidos após o envio de navios de guerra norte-americanos ao Caribe, próximos às costas venezuelanas, em operação anunciada como parte do combate ao narcotráfico.
“Seremos o seu pior pesadelo”, afirmou Rodríguez durante um ato público no estado de Carabobo, que marcou a segunda etapa de alistamento de milicianos convocada pelo presidente Nicolás Maduro. A vice-presidente, que também ocupa o cargo de ministra de Hidrocarbonetos, instou Washington a “resolver seus problemas e se afastar das costas da Venezuela”.
Rodríguez reforçou que o país está pronto para “defender cada milímetro” de seu território diante de qualquer ameaça. “As piores calamidades do povo norte-americano estão por vir se eles se atrevem a agredir” a Venezuela, disse, em linha com declarações feitas dias antes.
Reforço militar e reação diplomática
O governo venezuelano informou que, como resposta, está ampliando o deslocamento de navios militares em águas do Caribe e enviando 15 mil militares para os estados de Zulia e Táchira, na fronteira com a Colômbia. Além disso, a missão venezuelana na ONU alertou sobre a chegada iminente de um “cruzador lançador de mísseis” e um “submarino nuclear de ataque rápido” dos Estados Unidos à região.
Maduro, acusado por Washington de chefiar o chamado Cartel de los Soles, pediu ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que intervenha para impedir o que chamou de “ações hostis” dos EUA.
Na última semana, o cruzador USS Lake Erie cruzou o Canal do Panamá rumo ao Caribe como parte da operação naval. Segundo o Pentágono, a estratégia prevê a presença de três navios lançadores de mísseis em águas internacionais próximas à Venezuela para reforçar ações contra o narcotráfico.
A operação integra a política do então presidente norte-americano Donald Trump, que declarou estar “preparado para frear o narcotráfico e levar os responsáveis à Justiça”.
Washington também incluiu o Tren de Aragua, além do Cartel de Sinaloa e outros grupos criminosos, na lista de organizações terroristas internacionais. Em fevereiro, o governo norte-americano dobrou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura de Maduro.
Rodríguez repudiou as acusações de narcotráfico contra o país, classificando-as como “uma das piores farsas e patranhas”. Segundo ela, “são uns tremendos farsantes e imorais ao pretender acusar o nobre povo de Bolívar, de Chávez, de narcotraficante. A Venezuela é um povo de paz, é um povo de esperança, não só para o nosso país, mas também para os povos do mundo”.