Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O Exército de Israel informou neste domingo (23) que matou o terrorista Haytham Ali Tabatabai, chefe do Estado-Maior do Hezbollah, durante uma operação na região de Beirute conduzida pela Direção de Inteligência israelense.
O ataque foi autorizado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. “Recentemente, no coração de Beirute, as Forças de Defesa de Israel (FDI) atacaram o chefe do Estado-Maior do Hezbollah, que liderava a acumulação e rearmamento da organização terrorista”, informou o gabinete do premiê em comunicado. “Israel está determinado a agir para atingir seus objetivos em qualquer lugar e a qualquer momento”, acrescentou.
O alvo, Ali Tabatabai, era um veterano da organização, tendo ingressado no Hezbollah nos anos 1980. Ele ocupou cargos estratégicos, incluindo a liderança da Unidade Radwan e comando das operações do grupo na Síria, onde fortaleceu a presença militar do Hezbollah. Recentemente, assumiu a chefia do Estado-Maior, supervisionando a reconstrução das capacidades militares da organização após perdas em conflitos recentes.
Segundo o meio libanês Al Mayadeen, ligado ao Hezbollah, ao menos 25 pessoas ficaram feridas e três morreram na operação que atingiu um apartamento utilizado por Tabatabai em Beirute.
Netanyahu afirmou que continuará “combatendo o terrorismo” em diversos fronts e ressaltou que Israel não precisa de “aprovação externa” para atacar membros do Hamas e do Hezbollah. O premiê destacou que todas as decisões militares são coordenadas pelo ministro da Defesa, Israel Katz, e que o país age de forma independente para garantir sua segurança.
Além da operação em Beirute, o Exército de Israel anunciou que abatido 11 supostos milicianos que tentavam escapar de túneis em Rafah, no sul de Gaza, e deteve outros seis integrantes. Netanyahu afirmou que as ações visam impedir violações do cessar-fogo por parte do Hamas, como cruzamentos da “linha amarela” que coloca mais da metade da Faixa de Gaza sob controle israelense.
Desde o início da ofensiva militar de Israel, que foi classificada como genocídio por especialistas em direito internacional e por comissões da ONU, mais de 69.700 gazatenses morreram, incluindo mais de 20 mil crianças, e 170.863 ficaram feridos, de acordo com dados do Ministério da Saúde local.
O Exército também confirmou neste domingo a morte de Alaa Haddadeh, identificado como diretor de recursos em uma base do Hamas na Faixa de Gaza. Haddadeh, segundo o comunicado, era responsável pelo abastecimento e transferência de armas para comandantes de batalhões, contribuindo diretamente para ataques contra tropas israelenses.
(con informações da EFE)