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A pressão contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul atingiu um novo ápice nesta quinta-feira (8). Os governos da Hungria e da Irlanda confirmaram oficialmente que votarão contra o tratado, alegando que os termos atuais são “brutais” para os produtores rurais europeus.
Com o anúncio, o bloco de oposição agora conta com quatro nações de peso — incluindo França e Polônia —, colocando em xeque a assinatura do pacto, prevista para a próxima segunda-feira.
“Um tiro no pé”: A revolta húngara
O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, acusou a Comissão Europeia de ignorar os interesses locais em favor de uma agenda globalista. “Bruxelas está pressionando por um acordo que abriria a Europa às importações ilimitadas de produtos agrícolas sul-americanos, destruindo o sustento dos agricultores húngaros”, afirmou.
O primeiro-ministro Viktor Orbán reforçou a crítica, classificando o acordo como um “tiro no pé” e solidarizando-se integralmente com os produtores que já enfrentam os custos do Pacto Verde Europeu (Green Deal).
Irlanda segue o movimento
O vice-primeiro-ministro da Irlanda, Simon Harris, também foi categórico ao afirmar que o país não apoia o acordo na forma como foi apresentado. “Votaremos contra”, resumiu Harris, destacando que a proteção da agricultura irlandesa é inegociável.
Caos em Paris: Tratores sob a Torre Eiffel
Enquanto a diplomacia fervia, as ruas de Paris viraram cenário de confronto. Durante a madrugada, cerca de cem tratores conseguiram romper barreiras policiais e entrar na capital francesa. Os manifestantes estacionaram os veículos em pontos turísticos como a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo.
As forças de segurança criticaram a ação da “Coordenação Rural”, afirmando que os militantes tomaram “riscos desconsiderados” ao forçar passagens bloqueadas. Além de Paris, depósitos de combustível em Bordeaux seguem bloqueados por agricultores que temem a concorrência da carne e dos grãos do Mercosul.
O impasse de sexta-feira
O comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, reconheceu que ainda há “questões abertas” sobre as salvaguardas (proteções) para os produtores europeus. Os 27 países da UE devem se pronunciar formalmente nesta sexta-feira, em uma reunião que definirá se o acordo terá fôlego para ser assinado na semana que vem ou se voltará para a gaveta após décadas de negociação.
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