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Em um dia marcado por intensa atividade diplomática e militar no Ártico, Suécia, Reino Unido, Noruega, França e Alemanha confirmaram o envio de destacamentos militares a Groenlândia, atendendo à solicitação da Dinamarca para reforçar a segurança na região.
A decisão ocorre em meio a crescentes tensões geopolíticas, relacionadas às intenções dos Estados Unidos de ampliar sua influência sobre o território autônomo dinamarquês.
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, anunciou a chegada de tropas suecas à Groenlândia nesta quarta-feira (14). O envio faz parte do exercício militar dinamarquês Operação Resistência Ártica, que conta com a participação de diversos países aliados. Kristersson explicou que os soldados suecos colaborarão com outros contingentes internacionais para coordenar futuras ações dentro da operação solicitada pela Dinamarca.
Simultaneamente, o ministro da Defesa britânico, John Healey, confirmou a participação de militares britânicos em um grupo de reconhecimento no mesmo exercício. Em coletiva de imprensa em Estocolmo, Healey afirmou que a integração britânica atende ao interesse compartilhado com a administração de Donald Trump em fortalecer a segurança e dissuadir possíveis ações de Rússia ou China no Ártico.
O ministro da Defesa da Noruega, Tore Sandvik, informou ao jornal local VG que seu país também enviou militares para reforçar a segurança no Ártico e promover a cooperação entre aliados.
Já o Ministério da Defesa da Alemanha comunicou que a Bundeswehr enviou um grupo de reconhecimento com 13 militares para a capital groenlandesa, Nuuk. O contingente alemão, ativo entre quinta e sábado, avaliará condições para futuras contribuições militares em apoio à Dinamarca. O comunicado oficial destacou que o envio permitirá analisar possíveis aportes em vigilância marítima e outras capacidades, junto a representantes de outros países aliados.
França também participa da operação, com o envio de um pequeno contingente militar. No entanto, fontes militares consultadas pelo jornal francês Le Monde não detalharam o número de soldados nem os objetivos exatos da missão. Com isso, França se junta ao grupo de países europeus presentes no Ártico sob o guarda-chuva da OTAN.
O reforço da presença militar aliada em Groenlândia ocorre em um contexto de tensão entre Dinamarca e Estados Unidos. O governo dinamarquês, em declaração conjunta com o Ministério de Relações Exteriores de Groenlândia, ampliou o contingente na ilha como resposta às disputas sobre as intenções americanas de ampliar seu controle sobre o território.
As autoridades dinamarquesas informaram que, a partir desta semana, a presença militar na Groenlândia incluirá aeronaves, navios e soldados, tanto dinamarqueses quanto aliados da OTAN.
A ministra de Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeld, afirmou que reforçar a defesa da ilha é prioridade fundamental e destacou a coordenação constante com Copenhague para implementar novas iniciativas e fortalecer a cooperação multilateral. Motzfeld também garantiu que a população groenlandesa será informada continuamente sobre as atividades militares por meio das plataformas oficiais do Comando Conjunto do Ártico.
O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, ressaltou a importância estratégica do Ártico para seu país e aliados. Ele lembrou que os esforços de fortalecimento militar começaram em 2025 e que a nova fase de cooperação com aliados europeus, incluindo novas modalidades de presença e exercícios, será intensificada nas próximas semanas.
O envio internacional coincide com a visita de uma delegação dinamarquesa à Casa Branca, onde representantes de Dinamarca e Groenlândia se reuniram com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar diretamente das intenções de Washington sobre a soberania da Groenlândia.
Antes do encontro, o ministro de Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, afirmou que o objetivo era debater “cara a cara” as pretensões americanas de controlar o território ártico.
(Com informações da Europa Press e AFP)