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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de uma grande frota militar ao Irã e afirmou que o tempo para a negociação de um novo acordo nuclear está se esgotando. A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede Truth Social, na qual o norte-americano elevou o tom contra o regime iraniano.
“Uma armada massiva está a caminho do Irã. Ela se move rapidamente, com grande poder, entusiasmo e propósito. É uma frota maior, liderada pelo grande porta-aviões Abraham Lincoln, do que a enviada à Venezuela”, escreveu Trump.
Segundo o presidente, a força militar está pronta para cumprir sua missão “com rapidez e violência, se necessário”. Trump voltou a pressionar Teerã para que aceite um acordo nuclear que classificou como “justo e equitativo”, sem o desenvolvimento de armas nucleares. “O tempo está se esgotando, isso é realmente essencial”, afirmou.
Trump também relembrou uma ação militar anterior, quando o Irã teria se recusado a negociar. De acordo com ele, a chamada “Operação Martelo da Meia-Noite” provocou grande destruição no país. O presidente fez um alerta direto: “O próximo ataque será muito pior. Não deixem que isso aconteça novamente”.
Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Ghariabadi, afirmou que o país considera “mais provável a guerra do que a negociação” diante do aumento das tensões com Washington. Em encontro com a imprensa estrangeira em Teerã, o diplomata disse que o regime iraniano está se preparando para o pior cenário.
“Estamos preparados para o pior. A prioridade é defender o país”, declarou. Segundo ele, qualquer agressão será respondida de forma “contundente”. Ghariabadi acrescentou que, caso os Estados Unidos realizem um ataque limitado, a resposta iraniana será “proporcional”.
O vice-ministro advertiu ainda que qualquer local de onde parta um ataque contra o Irã — ou de onde decolem caças norte-americanos — será considerado um “alvo legítimo”. Ele defendeu que Washington mude sua postura e busque uma negociação real, ressaltando que, embora canais diplomáticos sigam abertos, não há negociações em andamento no momento.
O envio da frota ocorre após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmar a presença do porta-aviões USS Abraham Lincoln e de seu grupo de combate no Oriente Médio. A decisão foi mantida por Trump mesmo após o enfraquecimento das manifestações ocorridas no Irã nos dias 8 e 9 de janeiro, que foram reprimidas pelo regime.
Nesta terça-feira, as Forças Armadas do Irã afirmaram que a presença de um porta-aviões e de outros navios norte-americanos na região aumenta a “vulnerabilidade” das tropas dos EUA e os transforma em “alvos ao alcance”. A declaração foi atribuída a uma fonte da base Khatam al Anbiya, comando central unificado das Forças Armadas iranianas, em entrevista à televisão estatal do país.
Segundo a fonte, a concentração de forças militares não atua como fator de dissuasão, mas amplia os riscos de confronto. O militar também afirmou que a ideia de uma “operação limitada, rápida e limpa” contra o Irã se baseia em avaliações equivocadas e em uma compreensão incompleta das capacidades defensivas e ofensivas da República Islâmica.
O governo iraniano reiterou que responderá a qualquer intervenção militar e afirmou que todas as bases dos Estados Unidos na região serão consideradas alvos militares em caso de ataque. Teerã também acusou Estados Unidos e Israel de estarem por trás das recentes manifestações no país, classificadas pelo regime como “terroristas”.
As autoridades iranianas afirmam que 3.117 pessoas morreram durante os protestos, enquanto organizações opositoras, como a HRANA, estimam que o número de mortos chegue a cerca de 6.000.