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A Força Aérea de Israel divulgou imagens aéreas que mostram o momento em que militares iranianos preparavam um lançador de mísseis no oeste do Irã antes de serem atingidos por um bombardeio. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), os alvos seriam integrantes da unidade de mísseis terra-terra do regime iraniano e estariam prestes a disparar contra o território israelense.
De acordo com o comunicado oficial, o equipamento foi identificado e destruído rapidamente para impedir o lançamento em direção a áreas civis. O vídeo, em preto e branco, mostra dois homens ao lado do lançador instantes antes da explosão provocada pelo ataque.
A divulgação ocorre após a ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, realizada no sábado, depois do fracasso nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. O presidente Donald Trump afirmou, em mensagem de vídeo, que a operação será “massiva e contínua” e prometeu desmantelar a indústria militar iraniana.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou que a ação conjunta criaria condições para que o povo iraniano “assuma o controle de seu próprio destino”. Os ataques teriam como alvos estruturas ligadas ao líder supremo Ali Khamenei e ao presidente Masoud Pezeshkian.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Iraniana lançou mísseis contra países do Oriente Médio que abrigam bases americanas, incluindo Kuwait, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. O Bahrein informou que a Quinta Frota da Marinha dos EUA foi alvo de ataque com míssil.
Explosões também foram registradas em Doha, capital do Qatar, onde fica a base aérea de Al Udeid, a maior instalação militar americana na região. Sirenes soaram em diferentes cidades, e moradores receberam alertas para buscar abrigo.
O número de vítimas ainda é incerto. A agência estatal iraniana IRNA informou que 40 estudantes morreram em uma escola próxima a um dos alvos e que ao menos 45 ficaram feridos. Há relatos de mortos também na Síria e no Iraque após ataques com mísseis e drones.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país agiu em legítima defesa e acusou os Estados Unidos de negociar enquanto preparavam a ofensiva militar. Em carta ao Conselho de Segurança da ONU, o governo iraniano alegou violação do direito internacional.
A comunidade internacional se dividiu. A Rússia condenou os ataques, enquanto Reino Unido, França e Alemanha pediram a retomada das negociações. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apoiou a ação americana. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a escalada.
Com a troca de ataques e ameaças, cresce o temor de que o conflito se amplie e mergulhe o Oriente Médio em uma guerra de maiores proporções.
