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Ferido e caçado por milicianos que buscavam recompensa de US$ 60 mil, o piloto da Força Aérea dos Estados Unidos escalou 2 mil metros para se esconder; operação de extração envolveu o SEAL Team 6 e o uso de “iscas” da CIA.
Uma operação de resgate digna de Hollywood mobilizou o alto escalão do governo americano no último fim de semana. Um coronel da Força Aérea dos EUA, descrito como um militar de “nervos de aço”, sobreviveu a 36 horas de caçada em território hostil após seu caça F-15E ser abatido no Irã na última sexta-feira.
Mesmo gravemente ferido, o oficial — cuja identidade ainda é mantida em sigilo — conseguiu escalar uma crista de mais de 2.100 metros de altitude na cordilheira de Zagros. Ele le se escondeu em uma fenda nas rochas para escapar de combatentes locais e caçadores de recompensa, que buscavam o prêmio de US$ 60 mil oferecido por sua cabeça.
Armado apenas com uma pistola, o coronel enviou um sinal de emergência na manhã de domingo (horário local). No entanto, o resgate não foi imediato. O presidente Donald Trump revelou que ele e sua equipe hesitaram inicialmente, temendo que o sinal pudesse ser uma armadilha para atrair soldados americanos para uma emboscada.
A confirmação definitiva da identidade veio de forma inusitada. Antes da extração, o oficial transmitiu uma mensagem curta e incomum via rádio: “Deus é bom” (God is good).
“O que ele disse no rádio soou como algo que um muçulmano diria”, afirmou Trump à Axios, fazendo referência à expressão islâmica “Allahu Akbar” (Deus é Grande).
A frase foi posteriormente celebrada pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que publicou a mesma mensagem em suas redes sociais após o sucesso da missão.
A Estratégia e a Elite Militar
Enquanto o piloto do caça havia sido resgatado poucas horas após a queda, a situação do coronel (que atuava como oficial de sistemas de armas) exigiu uma logística complexa e o uso de inteligência:
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Desinformação: Com a ajuda da CIA, os EUA plantaram informações falsas de que o soldado já havia sido resgatado e estava sendo transportado para fora do Irã, visando desorientar os perseguidores.
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Poder de Fogo: A extração ocorreu à luz do dia, protegida por dezenas de aeronaves e drones MQ-9 Reaper, que criaram um perímetro de segurança e atacaram qualquer força hostil que se aproximasse a menos de 3 km da posição do militar.
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Forças de Elite: A operação envolveu cerca de 100 militares de Operações Especiais, liderados pelo SEAL Team 6, com unidades da Delta Force e dos Army Rangers de prontidão.
Durante a busca, comandos americanos chegaram a travar combates diretos com membros de tribos locais. A missão ainda enfrentou problemas técnicos de última hora: duas aeronaves posicionadas ao sul da cidade de Isfahan ficaram presas no terreno. Isso forçou o envio de mais três aviões para resgatar as equipes e destruir os veículos imobilizados, impedindo que tecnologia sensível caísse em mãos inimigas.
O coronel ferido foi levado para o Kuwait, onde recebe tratamento médico. Embora a gravidade exata de suas lesões não tenha sido detalhada, oficiais americanos as descrevem como “sérias”.
Donald Trump, que exaltou o sucesso da missão no domingo, anunciou que realizará uma conferência de imprensa com a cúpula militar no Salão Oval nesta segunda-feira, às 13h, para tratar do caso.