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O aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou nesta terça-feira (26) em uma mensagem televisionada que os países da região do Golfo “não servirão mais como escudo” para as bases militares dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante as comemorações do Eid al-Adha (Festa do Sacrifício) e representa a primeira comunicação pública de Khamenei desde que assumiu o cargo, em março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei.
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“O que é certo a este respeito é que o tempo não vai retroceder, e que as nações e os territórios da região já não servirão de escudo para as bases americanas”, afirmou Khamenei.
As ameaças aos EUA
O líder iraniano sustentou que os Estados Unidos “já não têm refúgio seguro na região” e que a influência militar americana diminui “com cada dia que passa”. As declarações ocorrem em meio a um frágil cessar-fogo, vigente desde 8 de abril, e a negociações mediadas pelo Paquistão para um acordo de paz, que ainda não é iminente.
A operação militar iraniana
Por meio de mensagens na plataforma X, Khamenei afirmou que a operação militar com “mísseis e drones por terra, ar e mar” dos últimos meses “permitiu à República Islâmica do Irã desferir um duro golpe ao agressor americano e frustrar o objetivo do inimigo de submeter o Irã”.
A derrubada de drones
A Guarda Revolucionária do Irã informou que derrubou um drone americano MQ-9 e abriu fogo contra outras aeronaves, incluindo um RQ-4 e um caça F-35, forçando sua retirada do espaço aéreo iraniano. A força advertiu que considera legítima a resposta recíproca a qualquer violação do cessar-fogo por parte dos EUA.
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Os ataques americanos
Na véspera, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou ataques contra locais de lançamento de mísseis e embarcações no sul do Irã, justificando a operação como “defesa própria” para proteger suas tropas diante de ameaças iranianas. A mídia estatal iraniana informou explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, sem especificar a autoria.
A posição do governo iraniano
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que há “avanços” nas negociações com Washington, mas alertou que a assinatura de um acordo não é iminente. A porta-voz do governo, Fatemé Mohayerani, declarou:
“As declarações e o comportamento contraditório dos Estados Unidos são um problema.”
Ameaça de expansão do conflito
O porta-voz militar iraniano, Abolfazl Shekarchi, advertiu que qualquer ataque contra o Irã receberá “uma resposta muito mais violenta” que pode “ir além das fronteiras da região”. Ele também afirmou que qualquer tentativa de bloquear as exportações de petróleo do Irã levará Teerã a impedir a saída de petróleo de todo o Oriente Médio.





















































