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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (18) que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano durante o tempo “que for necessário”, apesar do acordo de paz assinado entre Estados Unidos e Irã, que prevê o fim das hostilidades na região. A declaração contraria a posição do governo americano e do próprio Líbano, que exigem a retirada das forças israelenses do território libanês.
Netanyahu defendeu que a presença militar na “zona de segurança” estabelecida é essencial para garantir a segurança das comunidades israelenses no norte do país. O premiê anunciou recentemente um reforço orçamentário para a região, segundo o The Times of Israel.
Trump critica Israel
A decisão israelense ocorre em meio a críticas públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a postura do governo israelense como excessivamente agressiva. Durante a cúpula do G7 em Évian, na França, Trump afirmou:
“Israel está lutando contra o Hezbollah há tempo demais e estão morrendo pessoas demais.”
O presidente americano criticou os métodos militares israelenses, afirmando que “não é necessário derrubar um prédio de apartamentos cada vez que se busca alguém”, e lembrou que nesses prédios há muitas pessoas que não são do Hezbollah.
Trump também manifestou descontentamento com um ataque israelense em Beirute ocorrido pouco antes da assinatura do acordo de paz com o Irã.
“Duas horas antes de assinarmos, houve um ataque em Beirute. Não gostei nada e deixei isso claro”, declarou.
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Acordo com Irã e a questão libanesa
O memorando de entendimento entre EUA e Irã, assinado por Trump em Versalhes, na França, prevê o fim das hostilidades no Oriente Médio. Segundo fontes iranianas, a questão libanesa está incluída no primeiro parágrafo do documento, e Teerã insiste que a retirada total das tropas israelenses do sul do Líbano é “indispensável” para o cumprimento do acordo.
No entanto, Netanyahu defende que a permanência das forças no sul do Líbano é necessária para proteger Israel. O Exército israelense já publicou um mapa atualizado da zona de operações no território libanês e reafirmou a intenção de manter o controle até que, segundo o premiê, “as necessidades de segurança de Israel assim o exijam”.





















































