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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, coordenou uma campanha para manipular as avaliações do aplicativo da instituição e inflar comentários positivos sobre sua imagem em publicações da imprensa. A afirmação consta em um relatório da Polícia Federal (PF) que integra uma investigação em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, tornado público por decisão do ministro André Mendonça, foi revelado pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Posteriormente, o magistrado restabeleceu o sigilo do processo.
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Notas falsas e depoimentos fabricados
Conforme as mensagens obtidas pela PF, Vorcaro contou com a ajuda de Luiz Phillipi Mourão, identificado nos autos pelo codinome “Sicário”, para executar a estratégia.
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Em 20 de dezembro de 2023, Mourão alertou o banqueiro sobre as notas baixas do aplicativo do Banco Master. Capturas de tela enviadas a Vorcaro mostravam avaliações de 3,1 estrelas na Apple App Store e de 2,2 estrelas no Google Play. Vinte dias depois, em 9 de janeiro de 2024, Mourão informou que a nota na App Store havia subido para 4,1 estrelas após o registro de 81 novas avaliações no período. A investigação ressalta que não foi possível identificar quantas delas foram produzidas artificialmente.
Para a PF, o material indica uma ação deliberada para ludibriar o público. “Tais ações evidenciam uma estratégia coordenada de fabricação de reputação digital, que não reflete a experiência real dos usuários, mas sim um esforço deliberado para influenciar a opinião pública e melhorar artificialmente a imagem empresarial do banqueiro”, diz o relatório.
Comentários em reportagens da IstoÉ
A tática também teria sido aplicada em reportagens da revista IstoÉ. Em 6 de abril de 2024, Mourão avisou a Vorcaro que passaria a publicar comentários positivos em uma reportagem da revista. Segundo os investigadores, os perfis usados nas redes tinham pouca atividade, fotos escassas e baixo engajamento.
Entre as mensagens reproduzidas pela PF estão frases como “Acensão (sic) astronômica desse empresário” e “Parabéns ao empresário”. Quando Mourão perguntou se deveria fazer “uns 100 comentários em cada” publicação, Vorcaro respondeu: “Não precisa isso tudo. E não precisa forçar demais no positivo. Fazer mais natural. Sem elogio demais.”
Manipulação do Google e do Brazil Journal
A investigação também aponta um esforço para impulsionar resultados favoráveis nos mecanismos de busca. Em 24 de janeiro de 2024, Mourão escreveu ao banqueiro: “Estamos subindo matérias positivas no Google, com isso desbancamos matérias negativas. Estamos subindo as reviews e avaliações do banco no Google Meu Negócio, Apple App Store, Google Play Store.” Dias antes, ele havia informado que “31 matérias positivas” tinham sido publicadas e que 7 delas já apareciam na primeira página do buscador.
Segundo a PF, o portal Brazil Journal também foi alvo da investida. Vorcaro teria pedido a publicação de elogios em uma postagem do veículo no mesmo dia em que foi veiculada uma reportagem sobre ele.
A chamada “operação maquiagem” voltou a aparecer quando o Brazil Journal publicou no Instagram uma matéria sobre a compra do Will Bank pelo Banco Master. Após Mourão avisar que estava “subindo os comentários”, Vorcaro ironizou: “Pede para os comentários não serem só muito bons não. Que dá na cara demais kkkk.”
Outras condutas e desdobramentos
A prática de manipulação digital se soma a outras condutas graves atribuídas a Vorcaro pela PF, como a obtenção de acesso a inquéritos sigilosos, a encomenda de dossiês contra concorrentes, tentativas de intimidação e a oferta de apartamentos e viagens de jatinho a lideranças políticas de diferentes espectros.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025. Em janeiro de 2026, a autoridade monetária adotou a mesma medida em relação ao Will Bank.
Thiago Miranda, dono da agência Mithi e apontado pela investigação como operador de Vorcaro na tentativa de articular um conglomerado de mídia — que incluiria o Brazil Journal e a IstoÉ —, foi alvo de um mandado de busca e apreensão da PF na quinta-feira (9).























































