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Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Política

‘PEC da Blindagem’: saiba como cada partido se posicionou na votação

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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira, 16 de setembro, em segunda votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, que amplia as prerrogativas de deputados e senadores. Conhecida como “PEC da Blindagem”, a proposta recebeu 344 votos a favor e 133 contra, e agora precisa ter destaques votados antes de ser enviada para o Senado.

O texto, que foi discutido e votado rapidamente, resgata uma regra que havia sido extinta em 2001 e exige que a Câmara ou o Senado autorizem a abertura de processos criminais contra parlamentares.

Veja como cada partido votou a ‘PEC da Blindagem’:

Partidos Votos SIM Votos NÃO
Partido Liberal (PL) 50 0
União Brasil 31 5
Republicanos 27 0
Partido Progressista 24 2
Movimento Democrático Brasileiro (MDB) 19 4
Partido Social Democrático (PSD) 14 10
Partido dos Trabalhadores (PT) 7 18
Partido Democrático Trabalhista (PDT) 7 4
Partido Socialista Brasileiro (PSB) 6 4
Avante 4 1
Podemos 7 3
Solidariedade 3 2
Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) 3 3
Cidadania 2 1
PCdoB 1 5
Partido Renovação Democrática (PRD) 3 0
Partido Verde (PV) 1 2
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) 0 10
Novo 0 2
Rede 0 1

 

Principais pontos da PEC

 

  • Processos e prisões: Deputados e senadores só poderão ser processados criminalmente ou presos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) se houver autorização da respectiva Casa Legislativa, exceto em casos de flagrante de crime inafiançável.
  • Votação e prazos: As votações para autorizar processos ou prisões serão secretas e deverão ocorrer em até 90 dias. Para a aprovação, será necessária a maioria absoluta dos votos (257 na Câmara e 41 no Senado).
  • Medidas cautelares: Medidas cautelares, como afastamento de cargo, só terão validade se forem aprovadas pelo plenário do STF, e não por decisões individuais de ministros.
  • Ampliação do foro privilegiado: A PEC também estende o foro privilegiado no STF para os presidentes de partidos políticos que tenham representação no Congresso Nacional.

A proposta foi incluída na pauta pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que a considera uma resposta a uma queixa recorrente dos parlamentares. Ele afirmou que o tema “não se trata de um tema de direita ou esquerda, nem de posição governista ou oposicionista”.

O apelido de “PEC da Blindagem” foi dado à proposta por críticos, como a especialista em Direito do Estado Telma Rocha Lisowski, que avalia que, em vez de apenas resguardar prerrogativas, o texto cria novos obstáculos para a responsabilização de congressistas. A PEC ainda precisa passar por votação de destaques na Câmara antes de seguir para o Senado, onde precisará ser aprovada em dois turnos.

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