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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), alterou, na noite desta quarta-feira (14), a determinação sobre o destino dos materiais apreendidos na segunda fase da operação que investiga fraudes bilionárias no Banco Master. Em vez de serem enviados diretamente ao STF, os itens ficarão sob a guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A mudança ocorreu após um pedido de revisão feito pela Polícia Federal (PF). Os investigadores alertaram que a ordem anterior de enviar o material imediatamente ao Supremo poderia “frustrar a operação”, já que impediria a realização de perícias técnicas fundamentais nas provas colhidas. A PGR também se manifestou, solicitando autorização para extrair e analisar o acervo probatório antes de qualquer movimentação definitiva.
O Escopo da Investigação
Em seu despacho, Toffoli detalhou que esta fase da investigação é mais ampla que inquéritos anteriores. O foco é um esquema de gestão fraudulenta, desvio de valores e lavagem de dinheiro.
“Teria revelado que fundos eram operados para o desvio de valores pelo Banco Master em um quadro de suposto aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação”, escreveu o ministro.
Raio-X das Apreensões
A operação, que mirou o dono do banco, Daniel Vorcaro, seus familiares, o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, resultou em um volume expressivo de bens e equipamentos recolhidos:
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Dinheiro em espécie: R$ 645 mil.
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Veículos de luxo: 23 carros, avaliados em R$ 16 milhões.
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Tecnologia: 39 celulares e 31 computadores.
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Armamento: 30 armas apreendidas.
Próximos Passos
Com a nova decisão, a PGR está autorizada a proceder com a extração e análise dos dados. A investigação aponta que o grupo captava recursos de clientes para aplicar em fundos, mas os valores eram desviados para o patrimônio pessoal de Vorcaro e seus parentes.