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Os presidentes da República, do Supremo Tribunal Federal (STF), da Câmara dos Deputados e do Senado assinaram o documento que marca o lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa conjunta dos Três Poderes voltada ao combate à violência contra a mulher.
Participaram do ato o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em seus discursos, as autoridades destacaram a necessidade de união institucional e de ações coordenadas para enfrentar a violência de gênero no país.
Antes de iniciar seu discurso oficial, Lula afirmou que os homens devem assumir papel central no enfrentamento do problema. Segundo ele, a defesa das mulheres não deve ser vista apenas como uma pauta feminina, mas como uma responsabilidade de toda a sociedade, especialmente dos agressores. “Queremos vocês, homens, nessa luta”, afirmou.
Último a discursar, o presidente ressaltou que o tema deve ser tratado de forma permanente, e não restrito a datas simbólicas, como o Dia Internacional da Mulher. Ele defendeu que a conscientização comece ainda na infância e se estenda à formação dos jovens e adultos. Para Lula, cabe ao poder público aprimorar os instrumentos de proteção, prevenção e acolhimento às vítimas.
“O enfrentamento passa pela punição exemplar dos agressores, mas também pela educação e pela desconstrução da cultura machista”, disse o presidente, ao destacar a necessidade de ações educativas e de conscientização.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, abordou em seu discurso a relação entre os Poderes e afirmou que não há divisão institucional. Segundo ele, o ato simboliza a unidade das instituições diante dos desafios do país. “Este ato é a demonstração de que as instituições estão unidas, firmes e com coragem para encarar os desafios do Brasil”, declarou.
O Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio foi apresentado como uma resposta institucional ao aumento da violência de gênero no país. Em 2025, o Brasil registrou um recorde histórico de 1.470 casos de feminicídio. Durante o evento, as autoridades reafirmaram o compromisso com ações conjuntas e medidas mais rigorosas para prevenir e combater esse tipo de crime.