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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO advogado-geral da União e indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, criticou o inquérito das fake news durante sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29).
O inquérito foi instaurado pelo ministro Alexandre de Moraes em 19 de março de 2019. Prestes a completar 7 anos, a investigação segue aberta por prazo indefinido.
O que disse Messias
Ao ser questionado sobre o tema, Messias afirmou que uma investigação precisa ter começo, meio e fim:
“O inquérito penal tem que ter começo, meio e fim, e prazo razoável. Ninguém pode ser investigado a vida inteira. Não é essa a perspectiva que o Constituinte estabelece para o processo penal. Processo penal não é ato de vingança.”
Ele também disse que a “duração razoável do processo é uma garantia constitucional de todo cidadão” e que a diferença disso é “o inquérito eterno, que é o arbítrio”.
Messias evitou citar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, mas deixou claro que, se aprovado para o STF, atuará pelos princípios da “duração razoável do processo” e do “juiz natural”.
O que é o inquérito das fake news
O Inquérito nº 4.781, conhecido como inquérito das fake news, foi criado em 2019 para investigar:
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Divulgação de notícias fraudulentas
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Falsas comunicações de crimes
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Denunciações caluniosas
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Ameaças e ataques coordenados contra ministros da Corte
A relatoria é do ministro Alexandre de Moraes. O inquérito corre em sigilo desde sua instauração – por isso, o número total de investigados e os crimes envolvidos não são de conhecimento público.
Críticas e defesas
O inquérito é alvo de críticas, especialmente do campo da direita, que reclama de supostas violações à liberdade de expressão. Por outro lado, defensores da investigação a veem como uma ferramenta de combate às ameaças contra a democracia.
Entre os alvos do inquérito estão:
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Ex-deputados federais Daniel Silveira (preso desde 2023) e Carla Zambelli
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Deputada federal Bia Kicis
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Influenciadores digitais de direita, como Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio
Novas frentes de investigação
Em 2026, Moraes determinou novas diligências sobre o caso. Agora, o inquérito apura o acesso irregular a dados de membros da Corte e parentes na Receita Federal, no contexto do caso Banco Master.
O sigilo fiscal da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado indevidamente. Os dados do filho de outro ministro do STF também foram acessados sem autorização.
A sabatina de Messias
Messias passa por sabatina na CCJ nesta quarta-feira (29). Após os questionamentos, ele precisa de pelo menos 14 votos na comissão para que sua indicação siga para o plenário do Senado.
No plenário, Messias depende de 41 votos favoráveis para ser aprovado. Ambas as votações são secretas.
Acenos ao bolsonarismo
Durante a sabatina, Messias também tentou se aproximar de senadores da oposição. Ele reforçou ser evangélico, declarou-se contra o aborto e defendeu a “razoabilidade da pena” – um recado a senadores que aprovaram o PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelo 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sobre a anistia aos presos do 8 de Janeiro, Messias disse que a decisão cabe ao Legislativo.





















































