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🧡 Ver Ofertas na ShopeeConversas obtidas pela Polícia Federal (PF) e reproduzidas em decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostram o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos) reclamando que uma emenda parlamentar destinada a Minas Gerais estaria sendo atribuída incorretamente ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
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O incômodo de Cunha se devia ao fato de Nikolas ser seu adversário político. Na verdade, o ex-presidente da Câmara queria agraciar o deputado federal Gilberto Abramo (Republicanos-MG).
Em mensagem de 12 de setembro de 2025, Cunha escreveu: “Estou com um problema lá em uma das emendas de Manhuaçu, que o pessoal lá é inimigo e estão dizendo que é do Nikolas”. Em seguida, afirmou que precisava de um ofício de Abramo para comprovar outra autoria da emenda. Caso contrário, seria necessário trocar o destino dos recursos.
Três dias depois, Cunha decidiu retirar a emenda de Manhuaçu. “Trocar Manhuaçu por essas para acabar com a confusão”, escreveu, ao indicar novos municípios. A servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, respondeu: “Já tirei”.
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Segundo a PF, embora esteja sem mandato desde 2016, Cunha tratava diretamente da destinação de emendas com a servidora. Para os investigadores, esse é um dos indícios de que o ex-deputado continuava interferindo na distribuição de verbas parlamentares mesmo sem exercer cargo eletivo. A investigação aponta que ele controlava uma “cota informal” de recursos, definindo municípios e alterando beneficiários.
A decisão de Flávio Dino que bloqueou R$ 6,15 milhões em bens de Cunha por suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares se baseia nesse diálogo.
Em nota à imprensa, Eduardo Cunha negou irregularidades: “Apenas pedi em algum momento, através do líder do partido, que era um deputado de Minas, que atendesse a algumas demandas. Diretamente não fiz qualquer indicação”.






















































































