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Alimentos práticos e prontos para o consumo, cada vez mais presentes na rotina de quem busca ganhar tempo na cozinha, podem esconder riscos à saúde. O alerta é da terapeuta nutricional Yalda Alaoui, fundadora da plataforma de saúde intestinal e anti-inflamatória Eat Burn Sleep. Segundo ela, produtos aparentemente inofensivos, como granulados para molho, vegetais pré-cortados e cubos de caldo, costumam ser classificados como ultraprocessados e estão associados a prejuízos ao organismo.
Estudos publicados na revista científica The Lancet indicam que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode afetar todos os principais órgãos do corpo. Alaoui afirma que não há problema em recorrer a itens pré-preparados de forma pontual, mas faz um alerta sobre o consumo regular de aditivos químicos. “Eles podem facilitar o preparo das refeições, mas é preciso escolher bem para não causar impactos duradouros à saúde intestinal”, afirma.
A nutricionista, que segue uma dieta anti-inflamatória para controlar duas doenças autoimunes, defende uma abordagem baseada na redução de danos, e não na busca pela alimentação perfeita. Ainda assim, ela diz evitar totalmente alguns ingredientes, como emulsificantes, por entender que essas substâncias podem alterar a integridade do intestino.
De acordo com Alaoui, a saúde intestinal está diretamente relacionada ao sistema imunológico e a processos inflamatórios crônicos, associados a doenças como câncer e problemas cardiovasculares. O principal problema, segundo ela, é que a população consome cada vez menos alimentos ricos em prebióticos e probióticos — essenciais para o equilíbrio da microbiota — e, ao mesmo tempo, ingere mais aditivos que prejudicam o intestino.
A especialista lista alguns alimentos prontos do dia a dia que evita consumir e sugere alternativas consideradas mais saudáveis:
- Legumes pré-cortados: perdem nutrientes rapidamente após o processamento. A recomendação é optar por vegetais congelados, que preservam melhor vitaminas e antioxidantes.
- Salpicão industrializado: costuma conter espessantes e emulsificantes. A alternativa é preparar a receita em casa com ingredientes frescos.
- Granulados para molho: são ultraprocessados e ricos em aditivos. A sugestão é fazer molhos naturais ou escolher versões sem aditivos.
- Cubos de caldo: também classificados como ultraprocessados. Ervas e especiarias naturais podem substituir esses produtos.
- Queijo ralado industrializado: pode conter agentes antiaglomerantes. O queijo feta, rico em probióticos, é apontado como opção.
- Molhos prontos para salada: frequentemente levam emulsificantes e espessantes. Preparar molhos caseiros com azeite, vinagre e temperos naturais é a recomendação.
- Pó para pudim: contém corantes e outros aditivos. A orientação é preparar sobremesas com ingredientes frescos.
Para Alaoui, pequenas mudanças no dia a dia já podem contribuir para uma alimentação mais equilibrada e para a proteção da saúde intestinal a longo prazo.