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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (30) que dará um prazo de “três ou quatro dias” para que o grupo terrorista Hamas responda à sua proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza. A iniciativa foi apresentada na segunda-feira em conjunto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Ao deixar a Casa Branca, Trump assegurou que “tanto os países árabes quanto os países muçulmanos estão a bordo”, assim como Israel, e sublinhou que a resposta agora depende do Hamas. “O Hamas fará isso ou não, mas se não fizer, será um final muito triste”, afirmou o presidente em conversa com jornalistas.
“Só estamos esperando o Hamas”, reiterou Trump, limitando o prazo para a resposta do grupo a “uns três ou quatro dias”.
Questionado sobre a possibilidade de renegociar aspectos do plano, o presidente se limitou a dizer: “Não muito”, indicando uma margem estreita para futuras emendas.
Detalhes da Proposta
A iniciativa, detalhada após a reunião com Netanyahu, prevê as seguintes etapas:
- Libertação de Reféns: O Hamas deve libertar todos os reféns ainda detidos em Gaza em um prazo de 72 horas.
- Troca de Prisioneiros: Em troca da libertação dos 48 reféns em poder do Hamas, Israel deveria soltar 250 prisioneiros palestinos condenados à prisão perpétua e 1.700 detidos de Gaza após os ataques de 7 de outubro de 2023.
- Governo de Transição: O plano contempla a desmilitarização da Faixa de Gaza e sua entrega a um governo de transição composto por tecnocratas palestinos e especialistas internacionais.
- Anistia: Membros do Hamas que depuserem as armas receberão anistia.
Trump prevê a formação de um executivo de transição sob a supervisão de uma “Junta da Paz” presidida por ele próprio e com a participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Exclusão do Hamas e Segurança Israelense
O plano exclui o Hamas de qualquer papel futuro na governança do enclave e permitiria, em uma etapa posterior, o repasse da administração para uma Autoridade Palestina previamente reformada. Netanyahu, no entanto, deixou claro que a Autoridade Palestina só poderia assumir um papel no futuro se passasse por uma “reforma radical”.
Em matéria de segurança, Netanyahu afirmou que as tropas israelenses permanecerão deslocadas “na maioria” de Gaza e reiterou sua negativa em aceitar a criação de um Estado Palestino. Essa posição tem gerado críticas internas, com setores ultradireitistas, como o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, manifestando oposição a qualquer concessão que implique o reconhecimento palestino ou a redução da presença militar israelense no enclave.
Enquanto isso, o Catar, um dos países mediadores ao lado do Egito e da Turquia, confirmou que o Hamas recebeu a proposta e a “estudará de forma responsável”. O governo catariano indicou que “é muito cedo” para antecipar uma resposta e que haverá reuniões nesta terça-feira para analisar o conteúdo do plano em detalhe.























































