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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Civil recuperou nesta quinta-feira (13) oito das 13 obras de arte roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, na República, região central de São Paulo, em dezembro do ano passado. Os exemplares, todos do renomado pintor francês Henri Matisse, foram localizados em uma residência no centro de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. As peças estavam sob a guarda de um suspeito que as armazenava para o mandante do crime.
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As oito obras recuperadas estão avaliadas em mais de R$ 1 milhão. As outras cinco gravuras, de autoria de Cândido Portinari, ainda não foram localizadas, e a Polícia Civil suspeita que elas já tenham sido comercializadas.
Prisão em flagrante e apreensão
O homem encontrado no imóvel em São Bernardo do Campo foi preso em flagrante por receptação. No local, os policiais também apreenderam uma arma de fogo, fazendo com que ele responda ainda por posse ilegal de arma.
A ação foi coordenada pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), que investiga o caso desde o fim do ano passado. O mentor do crime, apontado como o idealizador do roubo na operação “Marchand”, já havia sido preso preventivamente pela Polícia Federal do Rio de Janeiro em abril deste ano, no âmbito de outra investigação sobre desvio de patrimônio cultural.
Histórico da investigação e prisões
O desmantelamento da quadrilha começou um dia após o assalto, com a prisão de um dos executores na Avenida Alcântara Machado, na capital paulista. A identificação ocorreu por meio de câmeras de segurança e do programa Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, que rastreou o suspeito nos arredores do local na véspera do crime.
Na ocasião do assalto, dois criminosos invadiram a biblioteca, renderam um vigilante e um casal de idosos, colocaram os documentos e quadros em uma sacola de lona e fugiram pela saída principal.
A investigação avançou significativamente em abril, quando a Polícia Federal prendeu preventivamente, no Rio de Janeiro, o mandante do roubo e uma mulher envolvida. Eles foram detidos após tentarem subornar um agente de segurança de um instituto federal para facilitar um novo furto de arte. Já em maio, a polícia cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em imóveis e escritórios de leilões em São Paulo, Diadema, São Bernardo do Campo e Rio de Janeiro.
Modus operandi
De acordo com as autoridades, o grupo atuava de forma altamente estruturada. A organização contava com planejamento prévio detalhado e uma clara divisão de tarefas, que englobava desde a execução do assalto e a receptação das peças até a posterior inserção do patrimônio cultural roubado no mercado clandestino de arte.




















































































