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A um dia do início da Copa do Mundo de 2026, a FIFA determinou que a seleção do Haiti alterasse seu uniforme oficial. O motivo: o design continha uma ilustração da Batalha de Vértières, evento histórico que, segundo a entidade, poderia ser interpretado como uma mensagem política – o que é proibido por seus regulamentos. A fabricante Saeta acatou a decisão e modificou a camisa.
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A ilustração, localizada na parte inferior do uniforme, retratava o combate ocorrido em 18 de novembro de 1803, que consolidou a derrota das tropas napoleônicas e abriu caminho para a independência do Haiti. A FIFA não detalhou publicamente qual elemento específico motivou a ordem de mudança, mas a referência à batalha foi apontada por meios de comunicação e analistas como o ponto central da polêmica.

@fhfhaiti
O que disseram a FIFA e a fabricante
Em comunicado, a Saeta afirmou que o design foi concebido como uma homenagem ao povo haitiano e negou qualquer intenção política.
“Foi um tributo aos homens e mulheres que contribuem todos os dias para o futuro do Haiti e não foi pensado como uma mensagem política”, declarou a empresa.
A fabricante acrescentou que, durante o processo de revisão, a FIFA entendeu que “certos elementos visuais poderiam ser interpretados de forma diferente” à luz de suas normas. A Saeta acatou a decisão e implementou as modificações.
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O retorno do Haiti à Copa após 52 anos
O Haiti não disputava uma Copa do Mundo há 52 anos. No torneio de 2026, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México, a seleção caribenha está no Grupo C, ao lado de Brasil, Escócia e Marrocos.
A polêmica envolvendo a camisa não ofuscou completamente o trabalho estético da Saeta. O uniforme também trazia nas costas a silhueta estilizada de uma palmeira caribenha, e as peças de treinamento foram inspiradas nas cores do Mar do Caribe. A imagem da Batalha de Vértières – o elemento que a FIFA ordenou retirar – era justamente um dos detalhes mais celebrados por torcedores e designers nas redes sociais.
Moda e futebol andam juntos
Paralelamente, a estilista ítalo-haitiana Stella Jean lançou, em junho de 2026, a coleção “L’Haitiana”, uma linha de alta-costura inspirada no futebol haitiano. As peças, que incluem um vestido-polo vermelho com detalhes em azul e branco e a inscrição em crioulo haitiano “Lavi a bèl” (“a vida é bela”), tornaram-se um dos objetos de moda mais comentados do torneio. Jean já havia desenhado os uniformes da delegação haitiana para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026.
Ranking de camisas
O site The Athletic divulgou recentemente um ranking das camisas mais bonitas do Mundial, no qual a indumentária do Haiti aparecia na 43ª posição entre as 48 seleções. A camisa da Croácia foi eleita a menos agradável, e a de Gana ficou em primeiro lugar.























































