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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro de Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou nesta terça-feira (10) que a Marinha de Israel destruiu toda a frota militar do deposto regime de Bashar Al Assad na Síria, enquanto as tropas terrestres continuam posicionadas na área desmilitarizada da fronteira.
“A Marinha de Israel operou na noite de segunda-feira, destruindo com sucesso a frota síria”, afirmou Katz durante uma visita a uma base naval em Haifa, no norte de Israel.
Os ataques, realizados a partir de navios de guerra israelenses, visaram impedir que as capacidades e armamentos da marinha síria caíssem nas mãos de forças insurgentes, predominantemente islamistas e apoiadas pela Turquia.
“Quem seguir os passos de Al Assad terminará como ele. Não permitiremos que uma entidade terrorista islâmica extremista aja contra Israel além de nossas fronteiras. Faremos tudo o que for necessário para eliminar a ameaça”, declarou Katz.
Navios de guerra sírios, equipados com mísseis mar-mar, foram destruídos por ataques com mísseis balísticos da Marinha de Israel na baía de Minet al Beida e no porto de Latakia, na costa síria.
“As Forças de Defesa de Israel (FDI) têm atuado nos últimos dias para atacar e destruir capacidades estratégicas que ameaçam o Estado de Israel”, destacou o ministro.
Katz ressaltou que as tropas israelenses buscam criar uma zona segura — sem forças armadas pesadas e sem presença israelense permanente — além da atual área desmilitarizada, definida no acordo de desarmamento entre Israel e Síria em 1974.
Ofensiva aérea e cenário de destruição
O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) relatou mais de 300 ataques aéreos realizados pelo Exército de Israel, destruindo instalações militares estratégicas na Síria.
Jornalistas da AFP em Damasco relataram explosões intensas durante a madrugada, com imagens mostrando colunas de fumaça espessa sobre a capital síria. Um centro de pesquisa científica vinculado ao Ministério da Defesa foi completamente destruído. De acordo com os Estados Unidos, esse centro estaria relacionado ao programa de armas químicas do regime.
Segundo o OSDH, cerca de 310 ataques aéreos atingiram aeroportos, radares, depósitos de armas e centros de pesquisa militar.
Mudança de poder em Damasco
Enquanto isso, em Damasco, o líder rebelde Ahmed al Chareh, conhecido como Abu Mohamed al Jolani, se reuniu com o ex-primeiro-ministro Mohamed al Jalali para coordenar o “processo de transferência de poder”.
Bashar Al Assad fugiu da Síria após uma ofensiva relâmpago liderada pela coalizão rebelde Hayat Tahrir al Sham (HTS), que tomou a capital no domingo, encerrando mais de cinco décadas de governo da dinastia Assad.
A guerra civil, iniciada em 2011 após a violenta repressão a protestos pacíficos, deixou 500 mil mortos e deslocou metade da população do país.
Esperanças e desafios
A queda do regime Assad trouxe esperança para muitos sírios, mas também levantou questionamentos sobre como os responsáveis pelas atrocidades serão julgados.
Organizações como os Capacetes Brancos continuam investigando os abusos cometidos durante o conflito, enquanto líderes internacionais discutem como lidar com o futuro político da Síria.
Com informações da AFP.


































































