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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (8) que vai aguardar os desdobramentos da operação da Polícia Federal (PF) para se manifestar sobre a situação do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE). A declaração foi dada poucas horas após agentes cumprirem mandado de busca e apreensão no gabinete do parlamentar.
A ação faz parte de uma investigação que apura um esquema de desvios de recursos públicos em municípios do Ceará, envolvendo fraudes em licitações e contratos administrativos. Júnior Mano foi um dos alvos da operação, mas ainda não conversou com a presidência da Câmara. Hugo Motta informou que não entrou em contato com o deputado e não tem previsão para isso.
Por meio de nota, a assessoria do deputado Júnior Mano negou qualquer envolvimento em processos de licitação fraudulentos, ordenação de despesas ou fiscalização irregular de contratos administrativos.
O líder do PSB na Câmara, deputado Pedro Campos (PSB-PE), também comentou o caso, afirmando que espera que os fatos sejam “investigados e esclarecidos o mais breve possível” e defendeu o respeito ao direito de defesa.
De acordo com a Polícia Federal, cerca de R$ 54,6 milhões foram bloqueados de pessoas físicas e jurídicas investigadas. A medida busca “interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação ao erário.”
A operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão com o objetivo de avançar nas investigações contra uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos por meio de fraudes em licitações e contratos administrativos.