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O programa Voa Brasil, lançado pelo governo federal com a proposta de facilitar o acesso de aposentados ao transporte aéreo com passagens de até R$ 200 por trecho, completou um ano na última sexta-feira (26) com adesão abaixo do esperado. De acordo com balanço do Ministério de Portos e Aeroportos, apenas 45 mil bilhetes foram vendidos — o equivalente a 1,5% dos três milhões de assentos que as companhias aéreas haviam se comprometido a oferecer nesse período.
Voltado a aposentados do INSS que não viajaram de avião nos últimos 12 meses, o programa tinha como meta ocupar assentos ociosos em períodos de baixa temporada. A ideia era oferecer bilhetes mais acessíveis por meio da plataforma oficial do governo (gov.br/voabrasil), em uma parceria com as principais companhias aéreas do país.
“A iniciativa oferece a oportunidade para que esse grupo de brasileiros tenha acesso ao transporte aéreo nacional, o que é muito positivo”, afirmou o secretário de Aviação Civil e ministro em exercício, Tomé Franca. Segundo ele, o Voa Brasil contribui para resgatar a autoestima dos aposentados, possibilitando, por exemplo, reencontros com familiares ou a primeira experiência de viagem de avião.
Apesar do potencial do programa, a promessa de expansão para estudantes do Programa Universidade Para Todos (Prouni), anunciada pelo governo ainda em 2023, permanece sem implementação até o momento.
Entre os destinos mais procurados pelos usuários do Voa Brasil ao longo do último ano estão São Paulo (12.771 passageiros), Rio de Janeiro (3.673), Recife (3.509), Brasília (3.000), Fortaleza (2.843), Salvador (2.601), João Pessoa (1.587), Maceió (1.507), Belo Horizonte (1.254) e Natal (1.150).
As regiões Sudeste e Nordeste concentraram a maior parte das reservas, com 43% e 40% dos bilhetes vendidos, respectivamente. O Centro-Oeste respondeu por 8% das reservas, seguido pelo Sul (5%) e pelo Norte (3%).
Ao todo, os aposentados que aderiram ao programa buscaram passagens para 510 trechos diferentes. As rotas mais movimentadas foram entre São Paulo e capitais do Nordeste, como Recife, Salvador, Maceió, Fortaleza e João Pessoa. Houve ainda trechos de longa distância, como Porto Alegre–Recife e São Paulo–Fernando de Noronha, além de viagens curtas como a ponte aérea Rio–São Paulo ou trajetos dentro do mesmo estado, como Salvador–Porto Seguro.