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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a criticar nesta segunda-feira (11) os valores cobrados pela rede hoteleira de Belém durante a realização da COP30, prevista para novembro de 2025. Ela classificou como “inaceitável” a cobrança de diárias “10, 15 vezes mais” altas que a média habitual durante o evento.
“Nós chegamos à conclusão de que o problema não é que não tenha leitos para receber as pessoas, é que estão praticando preços que são inaceitáveis”, declarou Marina em entrevista ao g1.
A ministra reconheceu que é comum a rede hoteleira do país sede da Conferência reajustar os valores nesta época, mas ressaltou que esse aumento costuma ser de apenas três vezes acima do preço normal.
A preocupação com os preços exorbitantes em Belém levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a convocar uma reunião extraordinária com o governo brasileiro para o dia 14 de agosto. Mais de 20 países já manifestaram um pedido para mudança da sede da COP30, especialmente um grupo de nações africanas, que argumenta falta de inclusão no processo.
Marina Silva também comentou os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei que flexibilizava regras de licenciamento ambiental no Brasil. Segundo ela, os 63 pontos vetados foram escolhidos de maneira “estratégica e estruturante”, orientados por diretrizes definidas em conjunto com a Casa Civil e a Secretaria de Relações Institucionais.
“Queríamos garantir a integridade do processo de licenciamento, assegurar o direito dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, dar segurança jurídica aos procedimentos e incorporar inovações trazidas pelo Congresso sem retirar competências do licenciamento”, afirmou a ministra.