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Um laudo de perícia contratado pela defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) indica que a congressista apresenta “adoecimentos psiquiátricos e neurológicos graves” e necessita de “suporte multidisciplinar contínuo”, segundo informações do Globo.
A Justiça italiana rejeitou nesta terça-feira (19) o pedido da defesa para converter a prisão cautelar em domiciliar. Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho.
Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que o Brasil influenciou na decisão da Corte italiana ao enviar “documentos e argumentos jurídicos decisivos para confirmar a legalidade da prisão cautelar para fins de extradição”.
Durante audiência em Roma, a deputada passou mal e afirmou ter síndrome de Ehlers-Danlos, doença rara que provoca frouxidão nos músculos e articulações. A AGU destacou que a situação de saúde de Zambelli será novamente analisada pela Justiça italiana, que determinou a realização de perícia médica na segunda-feira (18).
“O laudo será discutido em nova audiência, no dia 27, quando o tribunal decidirá se Zambelli seguirá em prisão cautelar ou se poderá ser transferida para regime domiciliar por motivos médicos”, afirmou a AGU.
Zambelli decidiu se entregar às autoridades italianas alegando que no país europeu ainda há “justiça e democracia”. No entanto, o deputado italiano Angelo Bonelli informou ter fornecido informações sobre o paradeiro da deputada.
A congressista foi condenada em maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos, por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A defesa já recorreu da condenação. Caso a extradição seja aprovada, Zambelli deverá retornar ao Brasil para cumprir a pena.