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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Civil de São Paulo confirmou a prisão do empresário Paulo Jabur Maluf, proprietário da Camisaria Colombo, durante a Operação Fractal, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ele se apresentou às autoridades na tarde desta quinta-feira (21).
O irmão de Paulo, Álvaro Jabur Maluf Júnior, foi preso na manhã do mesmo dia. Ambos são investigados por fraudes milionárias e ocultação de patrimônio, em um esquema que explorava vulnerabilidades do sistema bancário para criar créditos inexistentes e movimentar valores de forma pulverizada em diversas contas.
Entre 1º e 21 de outubro do ano passado, foram realizadas mais de 2,6 mil operações, resultando na transferência de mais de R$ 21 milhões para uma conta central. Segundo a polícia, o esquema também visava dissimular bens e valores durante um processo de recuperação judicial, causando prejuízos a credores e ao sistema financeiro nacional.
Outros dois envolvidos tiveram prisão temporária decretada: um ex-funcionário, que está no exterior, e um representante de outra empresa ligada ao esquema. Durante a operação, foram apreendidos veículos, pen drives e outros dispositivos eletrônicos, que serão periciados.
Os suspeitos respondem por furto mediante fraude, fraude contra credores e associação criminosa.
Em nota, a defesa de Álvaro Jabur Maluf Júnior afirmou: “Somente teve ciência da presente investigação na data de hoje. Até o momento, contudo, não lhe foi franqueado o acesso integral aos autos, o que inviabiliza qualquer manifestação mais aprofundada sobre o caso. Não obstante, todas as medidas cabíveis já estão sendo adotadas a fim de garantir o pleno exercício do direito de defesa de ÁLVARO”.
A defesa de Paulo Jabur negou qualquer envolvimento em prática ilícita.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia de uma instituição financeira sobre subtração de valores por meio de fraude tecnológica. De acordo com a corporação, os suspeitos criavam créditos inexistentes e movimentavam os recursos de forma pulverizada em diferentes contas bancárias.
“Esses valores eram multiplicados, ou seja, se ele tivesse R$ 1 milhão na conta, essa empresa, cautelada nessa empresa financeira, transferia esse R$ 1 milhão e esse valor continuava na empresa financeira. Era possível ir replicando isso”, explicou o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian.
Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo, Avaré, Birigui e Brasília (DF). A operação mobilizou 19 policiais civis e 10 viaturas, com apoio de unidades locais nas cidades onde os mandados foram cumpridos.
A Polícia Civil destacou que a ação integra o esforço de combate a crimes digitais e visa proteger a integridade do sistema financeiro nacional.





















































