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Um míssil atingiu o heliponto da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá durante a noite, em meio à escalada de tensões após declarações do presidente americano, Donald Trump, que afirmou que o Irã está “morto” e que todos os alvos militares na ilha de Kharg, considerada o “coração” da infraestrutura militar iraniana, foram “completamente obliterados”. O ataque provocou um pequeno incêndio, mas não houve vítimas.
O Irã reagiu de forma desafiadora, anunciando que intensificará o uso de armas mais poderosas, incluindo mísseis balísticos, e que partes dos Emirados Árabes Unidos podem ser considerados alvos legítimos. O país também ameaçou os Estados Unidos e avisou que transformaria o Estreito de Hormuz em uma zona de guerra caso tropas americanas desembarquem em solo iraniano.
A tensão já afeta diretamente o mercado de petróleo e energia, com preços disparando nos Estados Unidos, Reino Unido e em outras partes do mundo. Desde o início do conflito, pelo menos 16 ataques e quatro incidentes suspeitos foram relatados em embarcações na região, segundo o UKMTO. O bloqueio parcial do Estreito de Hormuz contribuiu para o aumento dos preços de combustíveis na Grã-Bretanha, onde o diesel chegou a 159,2 pence por litro e a gasolina a 140,6 pence.
O envio de até 5 mil fuzileiros navais e marinheiros americanos para a região, como parte de um grupo anfíbio pronto para ação, aumentou ainda mais a tensão. Autoridades iranianas indicaram que estão preparadas para ações severas, incluindo a “destruição total” de qualquer ilha utilizada pelos EUA para desembarques, mesmo que isso implique na eliminação da infraestrutura de petróleo local.
O ex-ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou que o país poderia capturar tropas americanas caso tentem ocupar território iraniano ou ilhas estratégicas. “Se eles ousarem cometer tal ato em parte de nosso solo, por que não deveríamos agir em solo deles, nas bases regionais, realizar um desembarque e capturar suas forças?”, disse.
Desde os ataques conjuntos dos EUA e Israel contra a ilha de Kharg, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, teria sido morto, segundo relatos internacionais, o que desencadeou uma série de contra-ataques contra ativos e aliados americanos em toda a região. Kharg Island concentra cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã e foi alvo de mísseis americanos, que destruíram a infraestrutura militar, mas não as instalações de petróleo, conforme anunciou Trump em redes sociais.
Enquanto isso, o Irã mantém o bloqueio parcial do Estreito de Hormuz, uma rota crucial por onde passava cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. O general Mohsen Rezaei afirmou que a passagem está aberta apenas para alguns navios, mas bloqueada para a Marinha americana e aliados. Especialistas alertam que liberar totalmente o estreito seria “viável, mas extremamente desafiador”, devido à presença de minas e outros obstáculos.
Os ataques iranianos atingiram também os Emirados Árabes Unidos, incluindo portos, instalações militares e centros de energia. No sábado, nove mísseis balísticos e 33 drones foram lançados do Irã em direção ao país, gerando fumaça negra sobre o porto de Fujairah, importante terminal de petróleo. O fogo foi parcialmente controlado após interceptação de drones, mas operações de carregamento de petróleo foram interrompidas temporariamente.
O conflito, que já entrou na terceira semana, provocou destruição em larga escala e deslocou milhões de pessoas. O Ministério da Saúde do Irã estima mais de 1.200 mortos por ataques americanos e israelenses, enquanto a ONU calcula até 3,2 milhões de deslocados internos. No Líbano, autoridades relatam mais de 770 mortos e cerca de 800 mil pessoas deslocadas.
Autoridades regionais e líderes globais acompanham de perto a escalada, que continua a gerar instabilidade econômica e política, com risco de expansão do conflito em todo o Oriente Médio.