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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado (14) que o Brasil mantém compromisso com o combate ao trabalho forçado e rebateu a decisão do governo dos Estados Unidos de abrir uma investigação comercial que inclui o país.
A apuração foi iniciada pela gestão do presidente Donald Trump e envolve cerca de 60 países, com o objetivo de verificar se produtos exportados para o mercado americano foram fabricados com uso de trabalho forçado ou exploração laboral.
Durante agenda no Distrito Federal, Alckmin afirmou que o governo brasileiro adota políticas rígidas para combater esse tipo de prática e destacou a atuação do Ministério do Trabalho na fiscalização.
“Ninguém tem mais compromisso de combater trabalho forçado do que o governo brasileiro. O governo do presidente Lula tem compromisso com os trabalhadores, tem fiscalização, tem Ministério do Trabalho. É feito um esforço enorme de fiscalização para não ter trabalho forçado”, disse o vice-presidente em entrevista a jornalistas.
Segundo ele, o Brasil é signatário de todos os acordos internacionais voltados ao combate à exploração laboral e mantém mecanismos de controle para evitar irregularidades nas cadeias produtivas.
A investigação foi aberta na última quinta-feira (12) pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A medida busca apurar se países parceiros adotam políticas suficientes para impedir que produtos fabricados com trabalho forçado entrem no mercado americano.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que a investigação também pretende avaliar o impacto dessas práticas sobre trabalhadores e empresas norte-americanas.
“Apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, os governos não conseguiram impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, disse.
“Essas investigações determinarão se os governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas americanas.”
Entre os países citados na investigação estão Brasil, Argentina, Canadá, China, Índia, Japão, México, Reino Unido, Austrália, Coreia do Sul, Suíça e Vietnã, além de diversas outras nações da América, Europa, Ásia e África. A apuração pode abrir caminho para medidas comerciais, como restrições ou tarifas sobre produtos considerados irregulares.
Abaixo a lista dos países sob investigação dos EUA:
- Argélia;
- Angola;
- Argentina;
- Austrália;
- Bahamas;
- Bahrein;
- Bangladesh;
- Brasil;
- Camboja;
- Canadá;
- Chile;
- China;
- Colômbia;
- Costa Rica;
- República Dominicana;
- Equador;
- Egito;
- El Salvador;
- União Europeia;
- Guatemala;
- Guiana;
- Honduras;
- Hong Kong;
- Índia;
- Indonésia;
- Iraque;
- Israel;
- Japão;
- Jordânia;
- Cazaquistão;
- Kuwait;
- Líbia;
- Malásia;
- México;
- Marrocos;
- Nova Zelândia;
- Nicarágua;
- Nigéria;
- Noruega;
- Omã;
- Paquistão;
- Peru;
- Filipinas;
- Catar;
- Rússia;
- Arábia Saudita;
- Singapura;
- África do Sul;
- Coreia do Sul;
- Sri Lanka;
- Suíça;
- Taiwan;
- Tailândia;
- Trinidad e Tobago;
- Turquia;
- Emirados Árabes Unidos;
- Reino Unido;
- Uruguai;
- Venezuela;
- Vietnã.


















































































