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🧡 Ver Ofertas na ShopeeJosé Luiz Felício Filho revelou que diretores da Anac já haviam feito alertas pessoais sobre a conduta; empresário é um dos 16 indiciados pela tragédia que matou 62 pessoas em Vinhedo.
O proprietário e presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, admitiu em depoimento à Polícia Federal que tinha conhecimento de uma “cultura de omissão” no registro de falhas técnicas dentro da companhia aérea. A empresa foi investigada após a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas em agosto de 2024.
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O empresário revelou que diretores da própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já haviam feito alertas pessoais a ele, ao longo dos anos, sobre esse padrão de conduta. Segundo o relato, os pilotos evitavam formalizar problemas nos diários de bordo para não reter as aeronaves em solo para manutenção.
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Foto: Divulgação/Voepass — José Luiz Felício Filho, presidente da Voepass.
“[Felício] admitiu ter ciência da cultura de omissão de reportes de panes, revelando inclusive que diretores da Anac o alertaram pessoalmente sobre esse padrão de conduta dos pilotos ao longo dos anos”, registrou o relatório final da PF.
Indiciamento e o erro no dia da tragédia A confissão corrobora as conclusões da Polícia Federal, que aponta a omissão deliberada de registros de manutenção como elemento central para o desastre aéreo. Diante das evidências de que a segurança era negligenciada em favor da disponibilidade da frota, a PF indiciou Felício Filho e outros 15 profissionais pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, qualificado pelas 62 mortes.
O empresário também reconheceu expressamente um erro grave no dia do acidente, durante sua oitiva realizada em 4 de agosto de 2026: “A aeronave não deveria estar naquela condição, mas também não deveria ter sido despachada para aquela rota.” Na data da queda, o avião decolou com falhas conhecidas no sistema de degelo em direção a uma região com previsão de gelo severo.
Defesa e colapso da companhia Em sua defesa, o empresário tentou blindar a alta gestão das decisões diárias, alegando que a diretoria de segurança operacional trabalhava de maneira “apartada”. No entanto, a PF ressaltou que Felício Filho, por ser piloto de formação, tinha plena consciência técnica da vulnerabilidade do modelo ATR-72 sob condições climáticas adversas e era o destinatário formal das notificações de irregularidade da Anac.
Após o acidente, a Voepass entrou em colapso. Em março de 2025, as operações foram suspensas cautelarmente devido à persistência de falhas estruturais. Meses depois, em junho de 2025, a Anac cassou definitivamente as certificações de voo e manutenção da companhia, que hoje está com as atividades totalmente encerradas.


















































































