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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO regime iraniano anunciou, neste domingo (6), que estabelecerá nos próximos dias uma zona restrita para navegação nas imediações do Estreito de Ormuz, uma medida que amplia as restrições militares sobre uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio de petróleo.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, general Mohsen Rezaei, afirmou em entrevista televisiva que qualquer embarcação que entre na área com a intenção de atravessar o estreito será identificada e adicionada a uma lista de sanções de Teerã. Segundo Rezaei, a zona começará no ponto onde a Marinha dos Estados Unidos mantém sua linha de bloqueio e se estenderá por setores do Golfo Pérsico, incluindo áreas próximas ao estreito.
Estreito “completamente fechado”
O general iraniano rejeitou as declarações dos Estados Unidos de que o trânsito pela via continua aberto. “Está completamente fechado e sob o controle das forças armadas”, declarou, classificando a versão americana como uma “grande mentira”.
Rezaei afirmou que, antes do fechamento, mais de 100 embarcações transportavam diariamente mais de 100 milhões de toneladas de carga pelo estreito. Atualmente, segundo ele, apenas entre sete e oito navios cruzam a zona, principalmente para transportar produtos considerados essenciais para o Irã.
O estreito conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma rota essencial para o transporte internacional de petróleo.
Teste de míssil e tensões crescentes
A advertência sobre a nova zona marítima ocorreu junto com a revelação de um teste armamentístico. Rezaei afirmou que o Irã testou recentemente um novo míssil antinavio contra um navio da Marinha dos EUA. “Pela primeira vez, testamos nosso míssil antinavio contra um navio de guerra americano”, disse. Segundo ele, o projétil provocou uma reação das forças americanas e obrigou o navio a se retirar.
O anúncio ocorre em meio a confrontos recorrentes entre forças iranianas e americanas ao redor do estreito. Nas últimas semanas, também foram registrados ataques contra embarcações comerciais e operações militares destinadas a impedir que o Irã reconstrua capacidades de vigilância, lançamento de mísseis e colocação de minas na região.
Cooperação com Omã
Teerã também trabalha com Omã na definição de rotas específicas para o trânsito marítimo. Segundo Rezaei, os mapas correspondentes a esses corredores serão formalizados em breve. A existência dessas rotas não altera, por ora, a ameaça iraniana de sancionar os navios que entrarem no novo perímetro restrito.


















































































