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Presidente da Cedae é demitido em meio à crise da água no Rio

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O presidente da  Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Hélio Cabral, foi demitido nesta segunda-feira (10), em meio à crise da água pela qual passa o estado do Rio de Janeiro. A demissão foi anunciada pelo governador Wilson Witzel. O substituto de Cabral, já escolhido pelo governador, será Renato Espírito Santo, um funcionário de carreira da Cedae.

Em nota, o governo do estado informou que, como representante do acionista controlador da Cedae, o governador Wilson Witzel, determinou a imediata demissão de Cabral. “O governador também convocou, em caráter extraordinário, reunião do Conselho de Administração da Cedae para esta terça-feira (11) para tratar exclusivamente da substituição do ocupante do cargo de diretor-presidente da companhia”.

Crise

No início de janeiro, moradores de diversos bairros e municípios da Região Metropolitana do Rio relatavam mau cheiro, cor amarelada e gosto de terra na água fornecida pela Cedae. Os primeiros testes realizados por técnicos da companhia identificaram a presença do composto orgânico geosmina, que provocou as reclamações de cheiro de terra na água. 

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Especialistas dizem que a geosmina não é tóxica, mas, para reduzir a quantidade da substância, a Cedae resolveu aplicar carvão ativado na Estação de Tratamento de Água do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A aplicação no dia 23 de janeiro, foi acompanhada pelo governador, que em entrevista após a visita estimou em duas semanas para que os consumidores começassem a receber a água em seu estado normal. Não foi o que ocorreu e, em outra tentativa, a Cedae começou a derramar argila no reservatório da ETA Guandu.

Depois de tudo isso, também foi encontrada a presença de detergentes na água bruta que chega à estação de tratamento em testes realizados por técnicos da companhia. Em consequência, a Cedae interrompeu a produção de água na ETA Guandu e retomou no dia seguinte a abertura das comportas do canal principal da estação após técnicos da companhia constatarem que não havia risco à operação.

Por motivos de segurança operacional, o abastecimento foi retomado de forma gradativa, mas em alguns locais a promessa era de que levaria até 72 horas para os consumidores receberem a água. A Cedae reiterou que a qualidade da água não foi afetada, porque após identificar a presença de detergentes, acionou o protocolo de segurança e interrompeu a operação da estação para não comprometer o tratamento. / Agência Brasil

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