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Rivaldo Barbosa
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Ex-chefe da Polícia Civil, acusado no caso Marielle, é transferido para presídio em Mossoró

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O delegado Rivaldo Barvosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi transferido nesta terça-feira (16) para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Barvosa está preso desde o final de março e é acusado de ser o mentor do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, supostamente a mando dos irmãos Brazão.

Rivaldo estava em prisão preventiva em Brasília antes da transferência. Sua defesa afirmou que foi pega de surpresa e que a justificativa apresentada foi uma questão administrativa.

A audiência de instrução do caso no Supremo Tribunal Federal está programada para continuar nesta quinta-feira (17), com o depoimento de testemunhas de defesa. Durante os interrogatórios, Barvosa tem negado seu envolvimento no crime e qualquer relação com os irmãos Brazão, que também enfrentam a Justiça. Chiquinho Brazão está preso em uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande, enquanto seu irmão, Domingos Brazão, cumpre pena no presídio federal de Porto Velho.

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As investigações ganharam novos contornos após a delação do ex-PM Ronnie Lessa, acusado de ser o executor do assassinato. Lessa indicou que Rivaldo já tinha uma “relação indevida” com os mandantes antes do crime. Segundo a ordem de prisão, ficou evidenciado que o crime foi idealizado pelos irmãos Brazão e planejado por Rivaldo.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, “se verifica claramente que o crime foi idealizado pelos dois irmãos e meticulosamente planejado por Rivaldo”. O documento também destaca que Rivaldo teria responsabilidade no controle das circunstâncias que envolveram a execução do crime, citando exigências feitas por ele para que Marielle Franco não fosse morta ao entrar ou sair da Câmara Municipal, visando afastar outros órgãos da investigação.

A apuração revelou que, durante seu tempo à frente da Polícia Civil, Barvosa buscou desviar o foco das investigações em relação aos mandantes do assassinato.

O caso Marielle Franco, ocorrido em 14 de março de 2018, gerou grande repercussão no Brasil, resultando em protestos e mobilizações em busca de justiça. A continuação das investigações e a transferência de Rivaldo Barvosa para um novo local podem trazer novos desdobramentos na busca por esclarecimentos sobre o crime.

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