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🧡 Ver Ofertas na ShopeePromotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) cumpriram mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (17) contra o presidente da Mocidade Independente de Padre Miguel, Flávio da Silva Santos, o Flávio Mocidade, e o policial militar Fábio da Silva Cavalcante, conhecido como Cabelo.
As ações fazem parte de uma investigação sobre a morte do candidato a vereador e ex-presidente da Portela, Marcos Falcon.
A operação, que busca elucidar a morte de Falcon, ocorrida em 2016, tem como alvos pessoas ligadas ao contraventor Rogério Andrade, patrono da Mocidade Independente, preso em outubro deste ano por outro crime. Os mandados, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Capital a pedido do Gaeco, estão sendo cumpridos na Barra da Tijuca, na casa de Flávio, em Madureira, na residência de Fábio, e também na sede do 18º BPM (Jacarepaguá), onde o policial militar está lotado.
As investigações apontam uma rivalidade antiga entre Falcon e Rogério Andrade, incluindo a morte de Geraldo Antônio Pereira, amigo próximo de Falcon e inimigo de Andrade. A suspeita é de que Falcon tenha participado de um atentado a bomba que matou um dos filhos de Rogério, além de haver indícios de que Falcon e Pereira estivessem planejando a morte do contraventor.
Durante a Operação Fissão, foi encontrado no celular de Flávio Mocidade material comprometedor, incluindo pelo menos duas fotos do corpo de Marcos Falcon, feitas logo após o assassinato, além de uma imagem de uma urna eletrônica com o número de campanha e foto de Falcon, que já havia sido morto durante as eleições. Também foram descobertos prints de conversas suspeitas entre Flávio e o policial militar Anselmo Dionísio das Neves, conhecido como Peixinho, que já havia sido denunciado pelo MP em 2023 por fraude processual. De acordo com os promotores, Anselmo teria retirado um celular de Falcon do local do crime, interferindo na investigação.
Além disso, as investigações apontaram que Fábio Cavalcante teria participado da tomada dos negócios deixados por Falcon após sua morte, incluindo o “campo do Falcon”, um dos ativos mais importantes do ex-presidente da Portela.
O advogado de Flávio Mocidade, Carlos Lube, afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação e se pronunciará apenas depois de tomar conhecimento dos detalhes do caso. A Polícia Militar informou que está dando apoio à operação por meio de sua Corregedoria e instaurou um procedimento para apurar a conduta de Fábio Cavalcante.
Marcos Falcon, ex-subtenente da Polícia Militar e alvo de acusações anteriores de envolvimento com milícias, foi executado no dia 26 de setembro de 2016, dentro de seu comitê de campanha em Madureira. Dois homens encapuzados e armados invadiram o local, dispararam contra ele e fugiram, sem ferir outras pessoas que estavam no comitê. Casado com a porta-bandeira Selminha Sorriso, Falcon tinha 52 anos e já havia sido alvo de outros atentados.
















































































