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Sete chefes do tráfico ligados à facção Comando Vermelho foram transferidos, nesta quarta-feira (12), do presídio de Bangu 1, no Complexo de Gericinó, para unidades federais de segurança máxima em diferentes estados do país. A operação foi conduzida sob forte escolta do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) e contou com apoio da Polícia Federal.
Os detentos, considerados de alta periculosidade, têm penas que somam quase 500 anos de prisão. A ação marcou mais uma etapa da chamada operação Contenção, que busca reduzir a influência de facções criminosas dentro e fora dos presídios do Rio de Janeiro.
Segundo informações da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), os presos foram levados de Bangu 1 até o Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, escoltados por cerca de 40 agentes do GIT. De lá, embarcaram em uma aeronave da Polícia Federal rumo ao presídio federal de Catanduvas (PR), ponto inicial da redistribuição para as unidades de Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).
Com a operação desta quarta-feira, o Rio de Janeiro passa a ser o estado com o maior número de presos sob custódia federal, totalizando 66 detentos de alta periculosidade. Somente em 2025, 19 novas inclusões foram realizadas no Sistema Penitenciário Federal (SPF).
Condenados somam mais de quatro séculos de prisão
Entre os transferidos estão alguns dos criminosos mais conhecidos do tráfico carioca:
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Arnaldo da Silva Dias (“Naldinho”) – 81 anos, 4 meses e 20 dias
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Carlos Vinicius Lírio da Silva (“Cabeça de Sabão”) – 60 anos, 4 meses e 4 dias
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Eliezer Miranda Joaquim (“Criam”) – 100 anos, 10 meses e 15 dias
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Fabrício de Melo de Jesus (“Bicinho”) – 65 anos, 8 meses e 26 dias
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Marco Antônio Pereira Firmino da Silva (“My Thor”) – 35 anos, 5 meses e 26 dias
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Alexander de Jesus Carlos (“Choque”) – 34 anos e 6 meses
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Roberto de Souza Brito (“Irmão Metralha”) – 50 anos, 2 meses e 20 dias
As condenações estão relacionadas principalmente ao tráfico de drogas, homicídios e associação criminosa.
Governo do Rio fala em “compromisso com segurança pública”
Em nota, o governador Cláudio Castro (PL) destacou que a medida faz parte de um esforço para enfraquecer o comando das facções dentro dos presídios estaduais.
“A transferência dessas lideranças criminosas reflete o nosso compromisso com o fortalecimento das políticas de segurança pública e com a adoção de medidas concretas para interromper a atuação de organizações criminosas a partir do sistema prisional”, afirmou o governador.
A secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, também comentou a operação e ressaltou a importância da integração entre as forças de segurança.
“Nossa condução técnica garante o equilíbrio do sistema prisional e a segurança da população fluminense. Essa integração das forças de segurança é fundamental para preservar a estabilidade do sistema e reforçar a presença do Estado”, declarou.
A transferência ocorre poucas semanas após a operação Contenção, considerada a mais letal da história do país, que resultou em 121 mortes — incluindo quatro policiais — nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro.