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Bruna Caroline Ferreira, mãe do sobrinho da secretária de imprensa do governo Trump, Karoline Leavitt, foi detida por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Boston e está atualmente sob custódia.
Brasileira, Bruna tem um filho com Michael Leavitt, irmão da porta-voz, mas segundo o advogado da detida, Todd Pomerleau, o casal não mantém contato há vários anos. O filho do casal, Michael Leavitt Junior, de 11 anos, mora com o pai em New Hampshire.
Em entrevista à rádio WBUR, Michael afirmou: “Minha única preocupação sempre foi a segurança, o bem-estar e a privacidade do meu filho”.
A irmã de Bruna, Graziela Dos Santos Rodrigues, criou uma campanha de arrecadação no GoFundMe para auxiliar na defesa legal da brasileira. Na página, ela enfatizou que Bruna vive nos EUA desde 1998 e que a prisão tem sido dolorosa para o filho, especialmente em período próximo às festas de fim de ano.
“Minha irmã manteve seu status legal por meio do DACA, cumpriu todos os requisitos e sempre se esforçou para fazer o que é certo. A ausência de Bruna tem sido especialmente dolorosa para seu filho, que espera todos os dias que ela volte para casa”, escreveu Graziela. Em apenas seis dias, a vaquinha arrecadou US$ 17,8 mil, cerca de 60% da meta de US$ 30 mil.
Bruna imigrou para os EUA ainda criança e foi beneficiária do programa DACA, criado na era Obama, que concede proteção temporária a imigrantes indocumentados trazidos para os Estados Unidos quando crianças.
Apesar disso, um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que Bruna estaria ilegal no país desde 1999, quando seu visto de turista expirou, e que teria antecedentes criminais relacionados a agressão. Ela está atualmente no Centro de Processamento do ICE no Sul da Louisiana aguardando julgamento por deportação.
O advogado de Bruna contesta as alegações, afirmando: “Bruna não tem antecedentes criminais de forma alguma, não sei de onde isso surgiu. Mostre-nos as provas”.