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O delegado Bernardo Leal, baleado durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 122 mortes, incluindo cinco policiais, recebeu alta hospitalar neste sábado (13), após 45 dias internado.
O momento da saída do Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, foi marcado por grande emoção. Dezenas de colegas de profissão, incluindo integrantes da equipe médica, aguardavam Leal e o receberam com muitos aplausos, abraços e uma oração em círculo.
“Fiquei emocionado. Não esperava”, disse Leal, que usava seu distintivo e abriu uma bandeira da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), unidade em que é lotado.
Bernardo Leal Annes Dias, um dos principais investigadores e mais respeitados da DRE, foi atingido na perna direita. O projétil atingiu a veia femoral, causando uma hemorragia severa. Para salvar sua vida, os médicos precisaram amputar o membro.
No dia da operação, imagens registraram a mobilização urgente dos colegas: para retirá-lo rapidamente da área de confronto, Leal foi carregado por agentes da DRE e levado de moto do alto da Serra da Misericórdia, no Complexo da Penha, até uma ambulância posicionada na parte baixa do morro.
Nesta quinta-feira (11), o delegado havia feito um apelo público, noticiado no blog Segredos do Crime, da jornalista Vera Araújo, solicitando ajuda para a compra de uma prótese, avaliada em R$ 500 mil e que precisa ser trocada a cada cinco anos.
Apenas um dia depois, o governador Cláudio Castro anunciou que o Governo do Estado custeará o aparelho ortopédico.
Além da prótese, Leal precisará de um extenso acompanhamento de saúde em casa, incluindo home care 24 horas e o apoio de especialistas como intensivista, fisioterapeuta, psiquiatra e psicólogo.
Com um perfil operacional, Bernardo Leal integrava a linha de frente da Operação Contenção, responsável pela perseguição a chefes de facção criminosa reunidos na região da Penha e do Alemão.