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Este foi o tempo que o síndico teria levado para matar a corretora em Caldas Novas, segundo a polícia

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A Polícia Civil investiga a morte da corretora de imóveis Daiane Alves, ocorrida em dezembro de 2025, e trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido cometido em um intervalo de apenas oito minutos. A conclusão se baseia na análise de imagens de câmeras de segurança do prédio onde a vítima morava, em Caldas Novas, e em depoimentos colhidos durante a apuração.

Segundo o delegado André Luiz Barbosa, o último registro de Daiane no edifício ocorreu às 19h, quando ela deixou o elevador em direção ao subsolo. O próximo acesso ao local registrado pelas câmeras aconteceu apenas às 19h08, quando uma moradora entrou no subsolo. Essa mulher foi ouvida e afirmou não ter presenciado qualquer situação anormal. Com isso, os investigadores acreditam que o assassinato tenha ocorrido nesse intervalo.

Imagens gravadas no dia do crime mostram a corretora com o celular nas mãos, registrando o próprio trajeto e enviando vídeos a uma amiga. De acordo com a polícia, ela descia até o subsolo para verificar o padrão de energia elétrica, já que seu apartamento estava sem fornecimento. Antes de chegar ao local, Daiane aparece no elevador com outra pessoa e faz uma breve parada na portaria.

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De acordo com o delegado, os dois primeiros vídeos foram enviados normalmente, mas o terceiro não chegou a ser encaminhado. Para a polícia, esse último registro pode conter elementos relevantes para a investigação e até indícios contra o principal suspeito.

O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, foi preso após confessar o crime e indicar à Polícia Civil o local onde havia deixado o corpo da vítima. O corpo foi encontrado em uma área de mata no município de Ipameri, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. As investigações apontam que o suspeito teria utilizado as escadas do prédio para evitar ser flagrado pelas câmeras de segurança.

Após o desaparecimento da corretora, imagens mostram o veículo do síndico, uma Fiat Strada, seguindo em direção à região de mata com a capota fechada. Cerca de 48 minutos depois, o carro é visto retornando com a capota aberta, o que reforça a suspeita de que o corpo tenha sido transportado no veículo.

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O filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de tentar obstruir as investigações. Segundo a Polícia Civil, ele teria entregue um celular novo ao pai, possivelmente com o objetivo de dificultar a apreensão de provas.

Pai e filho passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas. Em nota, a defesa do síndico afirmou que ele está colaborando com as investigações. O caso segue sob apuração da Polícia Civil.

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