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Foto: Victor Piemonte/STF

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STF decide nesta quarta-feira limites para juízes nas redes sociais

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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (4) o julgamento de duas ações que questionam as regras impostas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o uso de redes sociais por magistrados. A resolução, em vigor desde 2019, estabelece parâmetros de conduta para juízes em todo o país, exigindo moderação, decoro e postura seletiva no ambiente digital.

O relator das ações, ministro Alexandre de Moraes, já se manifestou anteriormente pela validade da norma, classificando-a como uma medida de caráter “educativo e orientador”, sem ferir a liberdade de expressão, mas preservando a imagem da instituição.

O que os juízes não podem fazer?

A norma do CNJ detalha proibições específicas para evitar que a conduta online fira a imparcialidade do Judiciário. Entre os pontos centrais, os magistrados devem evitar:

  • Manifestações políticas: Proibição de apoio ou críticas a candidatos, partidos e lideranças.

  • Comentários sobre processos: Vedação ao juízo de valor sobre decisões judiciais fora dos autos ou processos pendentes.

  • Autopromoção e Publicidade: Proibição de patrocínio de postagens, divulgação de produtos ou associação da imagem a marcas comerciais.

  • Conduta inadequada: Uso de linguagem imprópria, superexposição ou qualquer postagem que caracterize discurso de ódio.

O caso chega ao plenário físico após um pedido de destaque do ministro Nunes Marques. Antes da interrupção no plenário virtual, o placar estava 4 a 0 para manter as restrições vigentes.

Novo Código de Ética para Ministros

O julgamento ocorre em um momento estratégico para a cúpula do Judiciário. Na abertura do ano judiciário, na última segunda-feira (2), o presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou a criação de um Código de Ética próprio para os tribunais superiores.

A proposta, que terá a ministra Cármen Lúcia como relatora, será discutida pela primeira vez em um encontro entre os ministros no próximo dia 12 de fevereiro. O objetivo é estabelecer diretrizes claras de conduta também para os integrantes da Suprema Corte, alinhando o STF às exigências de transparência e integridade cobradas da magistratura de base.

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