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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um prontuário médico detalhado com informações sobre o estado de saúde do ex-chefe do Executivo. O documento foi anexado, nesta sexta-feira (20), a um novo pedido de concessão de prisão domiciliar.
Segundo os advogados, o relatório foi elaborado a pedido do próprio ministro e reúne uma série de exames recentes e anteriores, incluindo tomografias que indicam uma infecção pulmonar significativa. Bolsonaro foi internado no último dia 13, em um hospital particular de Brasília, após apresentar quadro de pneumonia grave que atingiu ambos os pulmões.
A defesa afirma que o estado de saúde do ex-presidente é de “extrema gravidade” e aponta evolução rápida da doença, com agravamento das alterações pulmonares em curto intervalo de tempo. O tratamento inclui o uso de três antibióticos, além de complicações renais registradas durante a internação.
De acordo com o prontuário, há uma estimativa mínima de 14 dias de internação, mas os médicos ressaltam que o prazo pode variar conforme a evolução do quadro clínico. Bolsonaro segue sob cuidados intensivos e, caso apresente melhora, poderá ser transferido da unidade intermediária para um quarto nos próximos dias.
A solicitação de prisão domiciliar já havia sido negada anteriormente, mas a defesa voltou a insistir na medida diante do agravamento do quadro. Os advogados argumentam que a mudança não representa privilégio, mas sim uma necessidade para garantir tratamento médico adequado, com acompanhamento contínuo e acesso rápido a atendimento emergencial.
O senador Flávio Bolsonaro também reforçou o pedido em reunião com Moraes, classificada por ele como “tranquila e objetiva”. Segundo o parlamentar, o ministro deve analisar o caso “em momento oportuno”, sem previsão de decisão.
Paralelamente, a Polícia Militar do Distrito Federal enviou ao STF um relatório sobre a rotina do ex-presidente desde a internação. O documento aponta que Bolsonaro apresentava risco de morte no dia em que foi transferido da unidade prisional para o hospital, após passar mal.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em Brasília, no âmbito de investigações relacionadas à chamada trama golpista. A decisão sobre a eventual concessão de prisão domiciliar agora depende da análise do Supremo Tribunal Federal diante dos novos elementos apresentados pela defesa.