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🧡 Ver Ofertas na ShopeeJason Miller compartilhou montagem nas redes sociais na véspera da sessão do STF que analisa abertura de investigação contra o ministro; publicação veio acompanhada de link para reportagem do Financial Times sobre a crise no Banco Master.
O estrategista político americano Jason Miller, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo (13) uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando uma tornozeleira eletrônica. A publicação ocorreu em meio à crise envolvendo a Corte e o caso do Banco Master, um dia antes da sessão plenária que analisa a abertura de investigação contra o magistrado.
Na imagem, compartilhada na rede social X, Moraes aparece de toga, sentado nas escadarias em frente ao prédio do STF, com uma tornozeleira presa à perna. A publicação foi acompanhada de um link para uma reportagem do jornal britânico Financial Times sobre o agravamento da crise no Supremo. Miller reproduziu um trecho do texto: “A divulgação tornou Moraes um dos pontos centrais do escândalo de corrupção desencadeado pelo colapso de US$ 10 bilhões do credor Banco Master no ano passado”.
Nova provocação
Na segunda-feira (14), Miller voltou a publicar conteúdo relacionado ao ministro. Dessa vez, compartilhou uma montagem que reúne imagens de Alexandre de Moraes e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, com a legenda “Tick-tock, Xandão!” e emojis de viaturas policiais. A expressão é uma provocação que sugere a proximidade de uma ação contra o magistrado.
Quem é Jason Miller
Jason Miller é um estrategista de comunicação que atuou por uma década no Partido Republicano antes de se tornar empresário do setor financeiro. Ele conheceu Trump em 2012, quando o então bilionário considerava lançar uma candidatura à Presidência dos Estados Unidos. Em 2016, quando o plano se concretizou, Trump o contratou como estrategista e porta-voz de sua campanha eleitoral. Miller também já declarou apoio público ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial.
Contexto do julgamento no STF
A sessão plenária desta terça-feira (15), marcada para as 10h, vai analisar o relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Moraes nos dias que antecederam a prisão do banqueiro, em novembro de 2025. A Petição 16.662 também discute o pedido de nulidade apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A PGR argumentou que o ministro André Mendonça não deveria ter solicitado apuração sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro sem um pedido do Ministério Público ou da própria Polícia Federal, e que a competência para decidir sobre eventual apuração envolvendo Moraes é do plenário do STF.
Na noite de segunda-feira, Moraes se pronunciou pela primeira vez sobre as acusações. Em resposta enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, o ministro afirmou que o relatório apresentado por Mendonça não traz “qualquer indício para apuração de prática de infração penal” e que o documento não foi realizado integralmente pela PF, “mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026”.































































