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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDurante a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, os ministros Luiz Fux e André Mendonça afirmaram nesta terça-feira (15) que existe uma “PF paralela” e acusaram a Polícia Federal de atuar contra o Poder Judiciário. Segundo os magistrados, a corporação teria instrumentalizado posições para “degradar a Corte” e monitorado ministros do tribunal.
Fux foi o primeiro a levantar a acusação. “Nunca se imaginou a PF peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E era isso que estava acontecendo. Sem prejuízo dela instrumentalizar posições para degradar a Corte”, declarou o ministro, segundo o Metrópoles. Ele completou: “Nós temos a maior admiração pela Polícia Federal. Eu sou juiz há 50 anos. A Polícia Federal sempre trabalhou em prol do Poder Judiciário. O que não pode é a PF trabalhar contra o Poder Judiciário. Instrumentalizar pessoas para sustentarem posições contra o Poder Judiciário”.
Mendonça concordou com o colega e foi além. “Temos uma PF paralela, com monitoramento de ministros”, afirmou. Em seguida, dirigiu-se diretamente a Gilmar Mendes: “Não pense que Vossa Excelência está a salvo, não”.
Referência a relatórios sobre a conduta de Mendonça
Fux relacionou a crise entre a PF e o STF aos relatórios da corporação que apontaram condutas do próprio Mendonça. “Só essa remessa desse documento apócrifo já é um exemplo significativo desses desvios praticados pela Polícia Federal. E, por isso, nós entendemos”, disse. Ele também mencionou uma visita de Gilmar Mendes ao Palácio do Planalto para tratar da crise entre a PF e o Supremo.
Confronto entre Moraes e Mendonça
A sessão também foi marcada por um confronto direto entre Moraes e Mendonça. Moraes afirmou ter provas de que o colega tentou influenciar delações premiadas para incluir seu nome entre os delatados. “Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada?”, questionou Moraes. Mendonça respondeu de imediato: “Mentira, isso é mentira”.
Moraes prosseguiu, dizendo que indicaria testemunhas, entre advogados e policiais, para corroborar sua versão. “Vou chamar aqui advogados. Eu tenho testemunhas de que o ministro André disse, em reunião…”, começou, antes de ser interrompido por Mendonça com a repetição de “mentira”. O relator do caso Master respondeu: “Podem chamar quem quiser, vão mentir”.
Em outro momento, Moraes apontou a motivação que atribui a Mendonça: “O ministro André chamou: incluam o ministro Alexandre. Por quê? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”.
Contexto do julgamento
A sessão analisa o relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a Moraes nos dias que antecederam a prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O documento também aponta edições do ministro em um contrato de R$ 130 milhões com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Os ministros decidem se autorizam a abertura de uma investigação contra Moraes e se o relatório da PF é válido ou deve ser anulado, conforme pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR apontou “dupla nulidade” na ordem de Mendonça: a primeira por ter sido dada sem pedido do Ministério Público ou da Polícia Federal; a segunda por envolver outro ministro do STF sem prévia deliberação do plenário.
Antes do início da votação, os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques declararam-se impedidos de participar do julgamento. Toffoli alegou suspeição por motivo de foro íntimo, enquanto Nunes Marques citou o impacto eleitoral do julgamento e sua posição como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A sessão é transmitida ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.


































































