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Um laudo de perícia psiquiátrica elaborado pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) concluiu que Diego Antonio Sanches Magalhães, de 32 anos, possuía plena capacidade de entender o caráter ilícito de seus atos quando assassinou a enteada, Larissa Manuela Santos de Lucena, de 10 anos. O documento, solicitado pela 2ª Vara Criminal de Barueri, afasta a hipótese de inimputabilidade por doença mental.
O crime, que chocou a Grande São Paulo, ocorreu no dia 12 de junho de 2025. Larissa foi encontrada morta com 16 facadas na residência da família, no Jardim Tupã. Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada para atender uma suposta tentativa de suicídio, mas encontrou a criança já sem vida.
A Confissão e a Motivação
Diego, que trabalhava como montador de móveis e mantinha um relacionamento com a mãe da vítima, confessou o homicídio em interrogatório realizado no dia 23 de junho. Ele alegou aos investigadores que “perdeu a cabeça” após a menina tê-lo chamado de “corno”. Durante a perícia, o acusado afirmou que decidiu admitir o crime após sofrer ameaças de populares, buscando a proteção do sistema judicial.
Análise Psiquiátrica
O exame realizado em novembro detalha que Diego apresenta características de personalidade marcantes, como egocentrismo e carência de empatia. No entanto, o perito ressaltou que tais traços não configuram patologia.
“O periciado estava consciente e atento, plenamente orientado, com humor estável e raciocínio lógico”, cita o laudo.
A avaliação técnica reforça que:
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Não foram identificadas alterações na percepção da realidade ou ideias delirantes.
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Não há histórico de dependência química (o réu relatou apenas uso eventual de álcool).
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Não houve qualquer condição psiquiátrica que prejudicasse o entendimento ou a autodeterminação do acusado na data do crime.
Próximos Passos
Com a conclusão de que Diego não necessita de internação ou medidas de segurança específicas para doentes mentais, o processo criminal deve seguir o rito comum para homicídio doloso. O laudo do Imesc será peça fundamental para o julgamento, servindo como prova de que o réu é plenamente imputável perante a lei.
O caso segue sob jurisdição do Foro de Barueri. Diego permanece detido à disposição da Justiça.