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Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) prendeu, na manhã desta sexta-feira (16), a delegada de polícia Layla Lima Ayub. Recém-empossada na carreira, ela é suspeita de manter vínculos pessoais e profissionais com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de exercer irregularmente a advocacia em favor de membros da facção, mesmo já ocupando o cargo público.
Layla havia tomado posse em 19 de dezembro de 2025, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, ela foi fotografada ao lado do namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”. Segundo as autoridades, Dedel é uma liderança do PCC na Região Norte e um dos principais nomes do tráfico de armas e drogas em Roraima.
Infiltração e Advocacia Administrativa
A investigação aponta um cenário de grave infiltração do crime organizado no Estado. Layla Ayub é suspeita de:
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Defesa de faccionados: Atuar em audiências de custódia defendendo criminosos ligados ao PCC enquanto já exercia o cargo de delegada.
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Vínculo com o tráfico: Manter relação direta com um chefe do crime organizado, facilitando a comunicação e a lavagem de dinheiro.
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Organização criminosa: Utilizar a estrutura da Polícia Civil para obter informações privilegiadas ou proteger interesses do bando.
A Justiça decretou a prisão temporária do casal e autorizou o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão. Um dos locais vistoriados foi a Academia da Polícia Civil (Acadepol), no Butantã, onde a delegada mantinha pertences em um armário.
Reação das Autoridades
O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio Costa, destacou que o crime organizado mudou sua estratégia de atuação. “Além da economia formal, o crime organizado tem também se infiltrado em carreiras públicas e estruturas de Estado. Mas em São Paulo, graças aos setores de inteligência, isso tem sido coibido”, afirmou o procurador.
As buscas se estenderam até a cidade de Marabá, no Pará, onde a rede de influência do casal também estaria operando.